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Temperatura sobe no STF com relatoria do caso Master sob André Mendonça

Está no Brasil 247

Um novo pedido apresentado pelo ministro André Mendonça no âmbito das investigações do caso envolvendo o Banco Master expôs publicamente uma severa crise institucional e uma guerra de bastidores que vinha sendo travada no Supremo Tribunal Federal (STF). A condução do processo passou a explicitar uma disputa pelo comando e pela reorganização da dinâmica de poder dentro da Corte, registrando acusações mútuas de interferência, clima de desconfiança e reflexos diretos projetados para as eleições de 2026, informa Andréia Sadi, do G1 [1].

A divisão na alta Corte estabeleceu dois lados em forte atrito. No entorno do ministro André Mendonça, a avaliação predominante é de que houve movimentações articuladas com o objetivo de limitar o alcance das investigações. A intenção desses movimentos seria impedir que as apurações avançassem sobre as conexões e relações do empresário e banqueiro Daniel Vorcaro com políticos e integrantes do próprio Judiciário.

Em contrapartida, no grupo ligado ao ministro Alexandre de Moraes, ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, cresce a reação contra a postura do relator do caso. Nos bastidores ligados a essa ala, interlocutores já defendem questionar Mendonça formalmente por suposto desvio de finalidade e abuso de autoridade. Em uma hipótese mais extrema, avalia-se a possibilidade de atuar para retirá-lo da relatoria do caso Master. Diante desse cenário de forte tensão, ministros da Corte defendem que o presidente do STF, Edson Fachin, tome a decisão de submeter o pedido do relator ao julgamento do plenário.

A disputa interna atinge também o comando da Polícia Federal. Entre os investigadores encarregados das apurações, a leitura é de que as ações de Mendonça miram diretamente o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, podendo deflagrar uma crise institucional capaz de resultar na sua saída da chefia da PF.

No gabinete do ministro André Mendonça, a interpretação dos fatos é oposta: argumenta-se que a atuação da Polícia Federal precisa ser rigorosamente fiscalizada e escrutinada. Além disso, defende-se que a investigação deve ter liberdade para alcançar ministros do próprio Supremo Tribunal Federal, caso surjam elementos concretos que justificuem esse avanço. Paralelamente, vigora no gabinete a desconfiança quanto ao vazamento sistemático de informações sigilosas do processo.

Outro ponto considerado altamente explosivo no processo é o andamento da possível delação premiada de Daniel Vorcaro. Interlocutores próximos a Mendonça mantêm forte desconfiança sobre a resistência demonstrada em relação às rodadas de negociações anteriores. Há a suspeita de que uma colaboração premiada com escopo mais amplo e aprofundado possa comprometer as conexões de Vorcaro com personagens de elevado poder político e econômico. Atualmente, os investigadores encarregados do caso contam com novos depoimentos a serem prestados pelo empresário.

Com esses desdobramentos, o caso Master tornou-se o epicentro de um embate central sobre o controle das investigações, o comando da Polícia Federal, os limites de alcance das apurações sobre magistrados do STF e a reorganização das forças políticas no Supremo. Trata-se de um conflito que antes permanecia restrito aos bastidores e que agora passa a ser travado de forma aberta perante a opinião pública.

Foto reproduzida da Internet

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