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Terrorista apontado como mentor de ataques em Paris morreu em operação

Está no G1

O belga Abdelhamid Abaaoud, apontado como mentor dos ataques terroristas de Paris, está morto, informou nesta quinta-feira (19) a Procuradoria de Paris. No total, 129 pessoas morreram e mais de 350 ficaram feridas nos atentados. O Estado Islâmico reivindicou sua autoria.

Abaaoud morreu durante operações da polícia francesa em Saint-Denis nesta quarta-feira (18) [1] – seu corpo foi encontrado dentro do apartamento onde ocorreu a ação policial.

Comunicado da procuradoria de Paris informou nesta manhã que ele foi identificado por meio de amostras de DNA retiradas de sua boca.

Segundo a emissora CNN, Abaaoud seria próximo do líder do Estado Islâmico [2], Abu Bakr al-Baghdadi, e provavelmente era a ligação entre a liderança do grupo jihadista e seus integrantes na Europa.

O Exército francês havia tentado matar Abaaoud antes dos atentados, em outubro, durante bombardeios contra um campo de treinamento do Estado Islâmico para combatentes estrangeiros em Raqqa, na Síria [3], segundo fontes francesas.

Operação
Além de Abaaoud, uma mulher-bomba morreu na ação em Saint-Denis nesta quarta, e oito pessoas foram presas. A operação foi feita para buscar o suspeito.

As forças de segurança chegaram até o apartamento em Saint Denis após interceptações telefônicas. De acordo com a procuradoria de Paris, o grupo estaria pronto para a agir novamente. Eles programavam um ataque à La Defense, centro econômico de Paris, segundo a Reuters.

Perfil
Abdelhamid Abaaoud nasceu em 1987 no bairro de Molenbeeck, subúrbio de Bruxelas. Ele é conhecido como Abu Omar Susi, nome da região do sudoeste de Marrocos de onde sua família é originária, ou Abu Omar al Baljiki (Abu Omar ‘o belga’).

“Era um menino estúpido”, que assediava colegas e professores e era detido por roubar carteiras, relatou, sob condição do anonimato, um ex-colega de turma ao tabloide belga La Dernière Heure.

Suspeito-chave destes ataques, Salah Abdeslam, ativamente procurado pela polícia, que também residiu em Molenbeeck, e seu irmão Brahim, que detonou os explosivos que levava junto ao corpo na sexta-feira, em Paris, conheciam Abaaoud.

Todos os três têm antecedentes criminais, segundo a polícia belga.

Não é a primeira vez que o nome de Abu Omar ‘o belga’ aparece em uma investigação. No início de 2014, ele estampou as capas dos jornais belgas por ter levado para a Síria o seu irmão Yunis, de 13 anos, apelidado de “o jihadista mais jovem do mundo”.

Pouco depois, apareceu em um vídeo de propaganda do EI, com uma barba pré-púbere e um turbante do tipo afegão. Diante da câmera, na direção de uma caminhonete que arrasta corpos mutilados, Abaaoud se diz orgulhoso de cometer atrocidades.

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