Está no Brasil 247
O advogado Pedro Maciel defendeu a prisão preventiva de todos os delatados pelo ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), o tenente-coronel Mauro Cid, e de todos que participaram da reunião no Palácio do Planalto em que se discutiu a possibilidade de golp [1]e de Estado.
À TV 247, Maciel disse considerá-los “marginais”, “golpistas”, e “um risco à ordem pública”. “Eu acredito que todos os civis e militares citados nas delações do Mauro Cid e todos que estavam presentes naquela reunião fatídica que tornou-se pública devem ser presos preventivamente. Todos eles são um risco à ordem pública. E não se trata de uma métrica meramente política. É a métrica jurídica. É dever do Poder Judiciário determinar a prisão preventiva do Bolsonaro, dos seus filhos, de todos os militares citados pelo Mauro Cid, de todos os ministros e ex-ministros que estavam envolvidos na reunião”.
O advogado destaca que nenhum dos presentes na reunião levantou a voz para repreender as conversas sobre golpe. “Eram 35 pessoas, ou sentadas ou circulando pela sala. Nenhum deles levantou uma questão dizendo: ‘presidente, isso é crime. Planejar e tentar golpe de Estado é crime. Presidente, a tentativa de abolir o Estado Democrático de Direito é crime’. Suponho que se ninguém falou nada, todos são marginais, estão à margem da lei. Todos. Braga Netto, general Heleno, cada um dos militares ali, são todos marginais. Assim como cada um dos civis ali sentados: Paulo Guedes, o genro do Silvio Santos [Fabio Faria]. Todos deveriam estar presos hoje preventivamente, prestando a tempo e a hora seus depoimentos à Polícia Federal. São todos golpistas”.
Imagens: Reprodução/Youtube
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