Está no Brasil 247
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli determinou uma investigação sobre a atuação da Organização Não-Governamental (ONG) Transparência Internacional na Lava Jato, informa Daniela Lima, do g1 [1]. A investigação vai apurar se a ONG recebeu e administrou valores obtidos com multas em acordos firmados pela Lava Jato. “Para justificar a decisão, o ministro entendeu ser ‘duvidosa’ a criação e fundação de entidade privada para gerir recursos de pagamento de multa às autoridades brasileiras”, diz a reportagem.
De acordo com a determinação do magistrado, o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deverão participar das apurações.
Um executivo da Transparência Internacional afirma que a ONG “nunca recebeu, nem receberia nada” da Lava Jato. A entidade, segundo ele, realizou um estudo sobre transparência e governança na destinação dos recursos e recomendou que a força-tarefa não atuasse nesta área em relação a dinheiro obtido por meio de acordos de leniência.
Artigos publicados no Brasil 247 pelo jornalista Joaquim de Carvalho revelaram como a Transparência Internacional foi parte do projeto de poder do ex-juiz suspeito Sergio Moro e do ex-deputado cassado Deltan Dallagnol [2]. Reportagem do portal Consultor Jurídico também aponta que a ONG receberia ganhos financeiros [3] com as multas direcionadas à “fundação Lava Jato”, que Dallagnol tentou criar. Artigo do jornalista Marcio Chaer, editor do Conjur, também destaca como a Transparência Internacional se envolveu em grandes oportunidades comerciais [3], que foram abertas após empresas brasileiras serem atingidas pela Lava Jato. Ao que tudo indica, portanto, os relatórios da ONG atendem mais aos seus interesses econômicos do que ao combate à corrupção.
Foto reproduzida da Internet