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TRF-1 manda soltar Daniel Vorcaro e outros quatro executivos do Banco Master; eles terão que usar tornozeleira eletrônica

Está no g1

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região determinou nesta sexta-feira (28) a soltura do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e de outros quatro executivos do banco.

Os cinco terão de usar tornozeleira eletrônica e cumprir outras medidas restritivas durante as investigações do suposto esquema revelado pela operação Compliance Zero, na última semana.

Vorcaro está preso no Centro de Detenção Provisória (CDP) 2 de Guarulhos, para onde foi transferido na última segunda (4). Antes, passou dias detido na superintendência da PF em São Paulo.

Na decisão, a desembargadora Solange Salgado da Silva mandou soltar, também, outros quatro executivos do banco:

Além do uso de tornozeleira eletrônica, os cinco executivos:

Na decisão, Solange diz que, “embora inegável a gravidade dos fatos e o vultoso montante financeiro envolvido”, a adoção de medidas alternativas à prisão é “suficiente para, atualmente, acautelar o meio social, prevenir eventual reiteração delitiva, garantir a ordem econômica, garantir o regular prosseguimento da persecução penal e coibir o risco de fuga”.

Recursos em três instâncias

Além do recurso concedido pelo TRF-1, a defesa de Vorcaro também tentava garantir a liberdade do dono do Banco Master no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF [1]).

No pedido ao STJ, a defesa de Vorcaro alegou que a prisão não se justificava diante da ausência de fatos concretos e individualizados que apontem risco efetivo de que o investigado pode atrapalhar a investigação.

A defesa afirmou ainda que não há risco de Vorcaro voltar a praticar os crimes apontados pela investigação, sendo que o Banco Central já determinou a liquidação do Master.

“A frágil situação econômica do Banco Master já está acautelada pela liquidação extrajudicial decretada pelo Bacen. Não há mais qualquer ingerência do Paciente na referida instituição e por tanto nenhuma conduta possível de ser por ele praticada para reverter o quadro financeiro em questão”, argumentou a defesa.

Mais cedo nesta sexta, a defesa de Vorcaro havia acionado o Supremo Tribunal Federal  [2](STF) alegando que a Justiça Federal, que ordenou a prisão do banqueiro, não é o grau do Judiciário competente para cuidar do caso.

O ministro Dias Toffoli é o relator do pedido. Não há data para que esse questionamento seja julgado.

Operação Compliace Zero

A Operação Compliance Zero, que prendeu Vorcaro há 10 dias, foi autorizada pelo juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara da Justiça Federal, em Brasília [3]. Além do empresário, mais seis executivos ligados ao banco são acusados de fraude em papéis vendidos ao Banco de Brasília (BRB), que é público.

Na segunda-feira (24), Vorcaro foi transferido de uma cela na Polícia Federal (PF), em São Paulo, para o Centro de Detenção Provisória (CDP) 2 de Guarulhos [4].

A instituição também é acusada de vender títulos de crédito falsos. O banco emitia CDBs com a promessa de pagar ao cliente até 40% acima da taxa básica do mercado. No entanto, esse retorno era irreal.

Segundo a PF, o esquema pode ter movimentado R$ 12 bilhões [5]. No dia da operação, o BC emitiu um comunicado decretando a liquidação extrajudicial do Master e a indisponibilidade dos bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição.

Foto reproduzida da Internet



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