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Trump a manifestantes do Irã: `Guardem os nomes dos assassinos. Eles vão pagar um preço muito alto´

Está no g1

O presidente dos EUA se dirigiu diretamente aos manifestantes antirregime do Irã [1] nesta terça-feira (13), pedindo para que eles guardassem os nomes “dos assassinos e dos que estão maltratando vocês”.

“E, aliás, a todos os patriotas iranianos, continuem protestando, tomem as instituições se vocês puderem, e guardem os nomes dos assassinos e dos que estão maltratando vocês”, disse Trump, durante um discurso em Detroit. “Eles vão pagar um preço muito alto”, concluiu o presidente, que disse que “uma morte [de manifestante] já é demais”.

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Foi a segunda vez no dia em que ele mandou uma mensagem aos iranianos que estão nas ruas contra a ditadura liderada pelo aiatolá Ali Khamenei [3]. Mais cedo, ele pediu que eles seguissem protestando e afirmou que a “ajuda” dos EUA “está a caminho”.

“Patriotas iranianos, continuem protestando. Derrubem suas instituições. (…) A ajuda está a caminho”, declarou.

Foi a primeira mensagem direta aos manifestantes feita pelo presidente norte-americano, que vem ameaçando intervir no país do Oriente Médio caso as repressões aos protestos sigam sendo feitas de forma violenta.

Pouco depois, ao ser indagado por uma repórter sobreo o que ele quis dizer com “ajuda”, Trump respondeu: “Você vai ter que adivinhar depois, me desculpe”.

Trump também voltou a utilizar o slogan MIGA [4], em referência a seu lema “Make America Great Again” (MAGA), só que trocando os EUA pelo Irã [1].

Trump vem dizendo que pode voltar a fazer ataques diretos ao território iraniano como represália, retomando uma escalada de tensões entre os dois países. O presidente norte-americano receberá nesta terça-feira de sua equipe um relatório de possíveis ações militares [5] que ele pode tomar contra o Irã [1].

Questionado nesta terça sobre se fará ataques ao Irã [1], o presidente norte-americano respondeu: “Vocês terão que descobrir”.

Nesta terça, uma fonte do governo iraniano disse à agência de notícias Reuters que cerca de 2.000 pessoas já morreram [6] nos protestos. O país está isolado do mundo após o regime Khamenei ter cortado a internet. Moradores do país relataram que forças de segurança estão atirando  [7]diretamente contra os manifestantes.

➡️ As manifestações no Irã [1] evoluíram queixas sobre a crise econômica do país para pedidos de queda da chamada República Islâmica, ou o regime dos aiatolás, que governam o Irã [1] desde 1979.

Regime ‘nos últimos dias’

Também nesta terça, o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, disse achar que o regime dos aiatolás, que governam o Irã, está em seus “últimos dias e semanas”. [8]

“Presumo que agora estejamos testemunhando os últimos dias e semanas desse regime”.

Em visita à Índia, Merz disse ainda que a repressão violenta por parte das forças de segurança a manifestantes no país mostram a perda de confiança do regime dos aiatolás. “Quando um regime só consegue manter o poder por meio da violência, então ele está efetivamente no fim. A população agora está se levantando contra esse regime”.

Merz afirmou também que a Alemanha está em contato próximo com os Estados Unidos [9] e governos europeus sobre a situação no Irã [1], e pediu a Teerã que acabe com a repressão mortal aos manifestantes.

Ele não comentou, no entanto, sobre os laços comerciais da Alemanha com o Irã [1] — o governo alemão é o parceiro comercial mais importante do Irã [1] dentro da União Europeia.

Essa relação, no entanto, vem diminuindo. As exportações alemãs para o Irã [1] caíram 25% nos primeiros 11 meses, representando menos de 0,1% do total das exportações alemãs, de acordo com dados do escritório federal de estatísticas vistos pela Reuters nesta terça.

O presidente dos EUA, Donald Trump [10], disse na segunda-feira (12) que qualquer país que fizer negócios com o Irã enfrentará uma tarifa de 25% sobre o comércio com os EUA [11].

Foto reproduzida da Internet

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