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Trump é vaiado em jogo da final da NBA em Nova York durante hino nacional

Está no Brasil 247

A presença de Donald Trump no terceiro jogo das finais da NBA, entre New York Knicks e San Antonio Spurs, provocou vaias no Madison Square Garden e impôs uma operação de segurança que alterou a rotina dos torcedores em Nova York nesta segunda-feira (8).

As informações são do g1. [1] O presidente dos Estados Unidos foi vaiado por parte do público antes do início da partida, quando sua imagem apareceu no telão durante a execução do hino nacional norte-americano. A visita também levou ao cancelamento de uma festa de torcedores que seria realizada do lado de fora da arena.

O jogo ocorreu em meio a um momento de grande expectativa para os fãs dos Knicks. A equipe de Nova York venceu as duas primeiras partidas da série contra o San Antonio Spurs e ficou a duas vitórias de conquistar seu primeiro título da NBA desde 1973. A possibilidade de encerrar um jejum de mais de 50 anos aumentou a mobilização da torcida na cidade.

A presença de Trump, porém, transformou o entorno do Madison Square Garden em uma área de forte controle policial. Segundo as informações divulgadas, o Departamento de Polícia de Nova York e o Serviço Secreto dos Estados Unidos instalaram barreiras para restringir a circulação de pedestres e veículos mais de quatro horas antes do início do Jogo 3.

Trump se tornou o primeiro presidente dos Estados Unidos em exercício a assistir presencialmente a uma partida das finais da NBA. A condição inédita levou as autoridades a adotarem medidas rigorosas de segurança, com bloqueios, revistas e controle ampliado de acesso ao ginásio.

Torcedores precisaram percorrer um extenso perímetro de segurança ao redor da arena. Muitos enfrentaram longas filas antes de conseguir entrar no Madison Square Garden. O público foi orientado a chegar com duas horas de antecedência, apresentar ingresso ou credencial em diferentes pontos de verificação e passar por detector de metais semelhante aos utilizados em aeroportos.

A movimentação nas imediações do ginásio destoou da preparação comum para uma partida de basquete. A cena foi comparada a grandes operações urbanas em Nova York, como as realizadas na véspera de Ano Novo na Times Square, devido ao volume de barreiras, agentes de segurança e aglomerações nas entradas.

O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, e outras autoridades também eram esperados na partida. Mamdani deveria acompanhar o jogo em uma cadeira comum, ao lado de outros torcedores, como já fez em outras ocasiões.

Cancelamento de festa frustra fãs dos Knicks

A presença de Trump também levou ao cancelamento de uma festa organizada para que torcedores acompanhassem a partida do lado de fora do Madison Square Garden. O evento havia se consolidado durante a campanha dos Knicks nos playoffs, quando fãs se reuniram nas proximidades da arena para assistir aos jogos e celebrar a sequência da equipe.

Além da suspensão da festa, as autoridades implementaram uma política de proibição de bolsas para quem tinha ingresso. A medida fez parte do pacote de restrições adotado para a visita presidencial.

“O Departamento de Polícia de Nova York, em coordenação com o Serviço Secreto, decidiu que, para o Jogo 3, em que teremos a visita presidencial, não poderíamos permitir festas para assistir aos jogos do lado de fora do Garden”, disse a comissária de Polícia Jessica Tisch em uma coletiva de imprensa na segunda-feira.

A comissária afirmou que a expectativa era retomar a celebração no Jogo 4. “Estamos ansiosos para retomar as festas para assistir aos jogos no Jogo 4. Mas acho que os nova-iorquinos estão acostumados com a visita de presidentes à cidade e entendem que isso geralmente significa o fechamento de áreas, e é isso que vocês verão hoje à noite no Garden.”

Com o cancelamento da concentração no entorno do ginásio, a festa foi transferida para o Bryant Park, a alguns quarteirões de distância e fora do perímetro de segurança. A mudança obrigou os torcedores a reorganizarem os planos para acompanhar uma partida decisiva da série.

A campanha dos Knicks aumentou a pressão e o entusiasmo na cidade. O time venceu 13 jogos consecutivos nos playoffs, chegou à final pela primeira vez desde 1999 e passou a mirar o primeiro título da NBA desde 1973.

Segurança já havia causado transtornos em outro evento esportivo

A presença de Trump em grandes eventos esportivos já havia provocado impactos sobre o público em outras ocasiões. No ano anterior, milhares de fãs de tênis perderam o início da final masculina de simples do Aberto dos Estados Unidos, disputada entre Carlos Alcaraz e Jannik Sinner, em razão das longas filas de segurança.

Mesmo com o adiamento do início da partida em meia hora pela Associação de Tênis dos Estados Unidos, muitos torcedores não conseguiram entrar a tempo. As medidas adicionais exigiam revista na chegada ao Centro Nacional de Tênis Billie Jean King e também diante da entrada do Estádio Arthur Ashe, onde Trump assistia ao jogo de um camarote.

No Madison Square Garden, o reforço na segurança se somou a outro obstáculo para os torcedores: o preço elevado dos ingressos. O custo para assistir ao jogo presencialmente já era considerado difícil para grande parte dos fãs dos Knicks.

Ingressos passam de US$ 5 mil

O valor de um ingresso para o jogo ultrapassava US$ 5.000, quantia superior ao custo médio mensal do aluguel em Nova York. Os melhores lugares custavam dezenas de milhares de dólares.

Mamdani afirmou ter comprado seu ingresso diretamente do Madison Square Garden por cerca de US$ 1.000. Segundo ele, o bilhete dava acesso a uma área para assistir à partida em pé.

Diante dos preços elevados e das dificuldades de acesso ao ginásio, torcedores lotaram bares, ruas e festas espalhadas pela cidade para acompanhar a final. A mobilização mostrou a dimensão da expectativa em torno da possibilidade de os Knicks devolverem a Nova York um título da NBA depois de mais de cinco décadas.

Questionado sobre a presença de Trump, o pivô dos Knicks Mitchell Robinson minimizou o impacto da visita presidencial sobre a equipe. “Legal, eu acho. Ainda podemos entrar em quadra e jogar, independentemente de quem estiver aqui ou não.”

O armador Jose Alvarado, jogador dos Knicks e nova-iorquino, também comentou a adaptação dos fãs diante das restrições impostas no entorno do Madison Square Garden. “A gente improvisa”, disse. “Somos nova-iorquinos. Vamos dar um jeito de assistir ao jogo, e é isso que estamos fazendo.”

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