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Um Editorial mais que atual

Manda o bom jornalismo que o repórter deve ter fontes boas e confiáveis. Pois é isto que eu preservo. Ainda em novembro me foi passada uma informação com a promessa de resguardar o nome da fonte, de que o governador eleito Robinson Faria iria encontrar um estado destroçado, mais até do que se previa. Ontem o governador disse que o estado tem uma dívida que chega a mais de R$ 600 milhões. Pois muito bem, em novembro postei um Editorial com base na informação que me foi passada o que corresponde exatamente ao que Robinson declarou. Segue o texto:

Pobre Rio Grande do Norte sem sorte

Se o governador eleito, Robinson Faria, que toma posse no dia 1º de janeiro conseguir atravessar essa, se pode dizer que ele se credencia a ser uma grande liderança em terras de Poti. Digo isso em função das informações que recebi em relação as finanças públicas do estado.

Medidas amargas terão que ser tomadas, custe o que custar. Isso é um fato e não se pode fugir a realidade. O estado do Rio Grande do Norte, institucionalmente falando, atravessa uma das piores crises financeiras, se não a pior, de sua história. O quadro me foi revelado sem nenhuma cerimônia. A situação é desoladora para qualquer governante.

Robinson derrotou as oligarquias nas urnas, certamente as maiores culpadas pela situação em que se encontra o pobre Rio Grande do Norte sem sorte. Agora terá que derrotar o descalabro financeiro do erário público, com doses de um remédio amargo, mas necessário para poder governar um estado literalmente quebrado.

Números me foram revelados, mas me foi pedido segredo e por uma questão de ética profissional não os revelarei. Contudo, posso garantir que são assustadores. O discurso do retrovisor, no entanto, está fora de cogitação, até porque Robinson Faria ou Henrique Alves, os dois candidatos que disputaram o segundo turno da eleição no Rio Grande do Norte já sabiam de antemão o que poderiam encontrar. O que não se tinha conhecimento é que a realidade é muito mais cruel do que se imaginava.

O eleitor de Robinson depositou confiança em que ele vai tirar o estado da situação crítica em que se encontra, até porque ele representa a verdadeira mudança diante das oligarquias. Mas, não se pode esperar milagres. O feijão com arroz terá que ser feito acompanhado de uma medicação amarga com cortes na própria carne, diria.

O leitor vai dizer: Barbosa, você está pintando um quadro nebuloso que assusta não só a população, como também servidores e até futuros auxiliares do governo. Direi que estou retratando a realidade nua e crua do estado, tal qual me foi apresentada.

A conferir!

Em tempo: para tirar qualquer dúvida sobre o Editorial publicado em novembro clique aqui [1]

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