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O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), escolhido como candidato a vice-presidente na chapa encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), solicitará uma audiência com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, para pedir celeridade na conclusão das investigações contra ele sobre uma suspeita de estupro, informa Caio Junqueira, da CNN Brasil [1]. Paralelamente, os advogados do parlamentar requereram uma reunião com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, relator do caso na Corte, com o objetivo de acelerar a tramitação dos autos e garantir o confronto de seu material genético com o da filha da suposta vítima.
Gaspar já havia promovido uma ação cautelar antecipatória de prova na Justiça de Alagoas, na qual obteve uma medida liminar que permitiu a coleta de seu material genético. Agora, a defesa do candidato a vice quer que essa amostra seja comparada ao DNA da criança envolvida no suposto crime. Em petição enviada a Gilmar Mendes na quinta-feira (6), a equipe jurídica do deputado pediu que o ministro determine a realização do exame no prazo de até 72 horas. Caso o Supremo entenda ser necessária uma nova coleta, o parlamentar informou que está à disposição para fornecer novo material no mesmo intervalo de tempo.
Os advogados sustentam na petição que a urgência da perícia se justifica pelo “imenso desgaste reputacional” causado pela investigação em pleno período de campanha eleitoral. Além disso, a defesa solicita acesso integral aos autos e pede que, se o laudo excluir o vínculo genético e não surgirem outras provas, o procedimento seja arquivado de forma definitiva. “Eu estou implorando para que se faça o DNA e se dê o desfecho a esse caso. Vou provar cientificamente que sou inocente”, declarou Gaspar.
Como parte da estratégia para conter o desgaste — especialmente junto ao eleitorado feminino —, Gaspar também apresentou uma série de medidas contra os autores das denúncias, o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) e a senadora Soraya Thronicke (PSD-MS):
- Notícia-crime no STF: Apresentada contra Lindbergh Farias e Soraya Thronicke por coação no curso do processo, calúnia e injúria;
- Representação na PGR: Pedido de apuração contra ambos por denunciação caluniosa;
- Ofício à Polícia Federal: Documento enviado à Superintendência da PF colocando-se à disposição para colaborar com as investigações;
- Ação de indenização: Processo por danos morais movido contra os dois parlamentares;
- Conselho de Ética: Representações protocoladas contra ambos na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.
A suspeita foi trazida a público durante os trabalhos da CPMI do INSS, em 27 de março, por Lindbergh Farias e Soraya Thronicke. Gaspar exercia a função de relator da comissão e afirma ser vítima de uma acusação caluniosa e fabricada. O parlamentar descartou qualquer possibilidade de acordo com os acusadores.
No QG da campanha de Flávio Bolsonaro, segundo Jussara Soares, da CNN Brasil [2], a avaliação é que um desfecho favorável na Justiça, como o arquivamento por falta de provas, dará à candidatura o argumento de que o PT lançou uma acusação falsa para desgastar o ex-relator da CPMI e desviar a atenção de investigações envolvendo integrantes da gestão governamental e o empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula (PT).
O coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), garantiu a manutenção da chapa e descartou a substituição de Gaspar. “Para a campanha, esse assunto já está encerrado. Agora esperamos que a Justiça faça a parte dela”, afirmou Marinho na quinta-feira (6), durante conversa com jornalistas na sede do PL, em Brasília, reiterando a convicção na inocência do vice.
Foto reproduzida da Internet