Para o ganhador do prêmio Nobel da Paz de 2006, Mohammad Yunus, o ser humano se tornou um “robô de fazer dinheiro” – e essa obsessão o está impedindo de enfrentar de forma adequada desafios como a erradicação da pobreza.
Fundador do Grameen Bank, que contribuiu para a inclusão social de moradores de comunidades carentes de Bangladesh ao conceder a eles acesso ao microcrédito, o “banqueiro dos pobres” falou rapidamente com a Folha no fim da tarde desta segunda-feira (18), após participar de uma sessão dos Diálogos para o Desenvolvimento Sustentável, evento que integra a programação da Rio+20.
Yunus se mostrou cético em relação aos resultados da cúpula de chefes de Estado na conferência, mas disse que ela é importante para promover a troca de ideias entre a sociedade civil.
– São os indivíduos, especialmente os jovens, que podem levantar as questões que não aparecem nos textos (das negociações), diz. (Folha de S. Paulo)