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Wellington César Lima e Silva, advogado da Petrobras, é o novo ministro da Justiça

Está no Blog da Julia Duailibi

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva [1] escolheu o advogado-geral da Petrobras [2], Wellington César Lima e Silva, para assumir a cadeira de Ricardo Lewandowski [3], que deixou o Ministério da Justiça e Segurança Pública na semana passada [4].

A informação foi adiantada ao blog por interlocutores do Palácio do Planalto e anunciada no início da noite desta terça-feira (13). O martelo foi batido após reunião entre o presidente, o novo ministro e ministro interino Manoel Carlos de Almeida Neto.

A nomeação de Wellington será publicada em edição extra do Diário Oficial da União desta terça.

Quem é Wellington César?

Wellington César Lima e Silva já foi, por um breve período, ministro da Justiça de Dilma Rousseff e secretário de Assuntos Jurídicos da Presidência da República, entre 2023 e julho do ano passado, quando assumiu a advocacia-geral da Petrobras.

Wellington Cesar foi indicado procurador-geral da Justiça na Bahia pelo ex-governador Jaques Wagner, quando teve forte atuação no combate ao crime organizado. Além de de procurador-geral de Justiça do Estado da Bahia, foi procurador-geral de Justiça Adjunto para Assuntos Jurídicos.

Desde a saída de Lewandowski, a bancada da Bahia patrocinava o nome de Wellington César Lima e Silva para a vaga [5]. Wellington César tinha apoio do ministro da Casa Civil, Rui Costa, e de Jaques Wagner, muito próximos de Lula. Ele foi cotado para o STF, antes de Lula escolher Jorge Messias para a vaga de Luís Roberto Barroso.

Silva e Lima Possui Mestrado em Direito Penal e Criminologia pela Universidade Cândido Mendes (RJ).

Além disso, integralizou os créditos do Doutorado em Direito Penal e Criminologia pela Universidade Pablo de Olavide (Sevilha/Espanha), tendo atuado como professor de Direito Penal em cursos de Graduação e Pós-Graduação.

Ministério da Justiça e Segurança Pública

A mudança no ministério ocorre em um momento de protagonismo do tema da segurança pública no Brasil e na América Latina, e em meio ao avanço de organizações criminosas, e a episódios de violência associados a disputas entre facções.

Estão vinculados ao Ministério da Justiça: a Polícia Federal (PF); a Polícia Rodoviária Federal (PRF); e a Força Nacional, acionada para atuar nos estados em situações de crise e reforço da segurança pública.

Entre os motivos que levaram Lewandowski a antecipar a sua saída do cargo, segundo apurou a TV Globo, estava a retomada das articulações no governo Lula para dividir a pasta em dois ministérios: um da Justiça e outro da Segurança Pública, como ocorreu no governo Michel Temer.

Foto: Walter Campanato/Agência Brasil

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