Editorial
por Carlos A. Barbosa | março 10, 2010 | Hora postada: 11:30
Rifa-se um candidato a vice-presidente
Não, não é balaio de São João não. A rifa refere-se a um nome que queira compor a chapa com o provável candidato à Presidência da República, o tucano José Serra, governador de São Paulo. Nem em seus companheiros querem ser o vice. O governador mineiro e também tucano Aécio Neses já recusou inúmeras vezes. O outro não menos tucano senador Tasso Jereissati (CE) ídem. O que está parecendo é que a tucanagem quer mesmo é cansar Serra. Aí sim, ele desistindo Aécio Neves certamente aceitará o desafio de ser o candidato da oposição. Duvida caro web-leitor?
A coisa está feia para o lado de José Serra. O jornalista Lauro Jardim, na sua coluna Radar Online, da Veja, diz hoje em nota intitulada “Aflição tucana” que assessores de Serra têm procurado dirigentes da Confederação Nacional da Indústria atrás de informações sobre a pesquisa Ibope que está sendo concluída hoje. A CNI previa divulgá-la esta semana, mas agora a expectativa é que isso só ocorra na semana que vem.
Sendo assim, certamente se a pesquisa for desfavorável ao governador de São Paulo ele desistirá da candidatura à Presidência da República, assumindo o seu lugar Aécio Neves. Aí, claro, o DEM vai querer indicar o vice. Com Serra na cabeça de chapa nenhum demos quer arriscar. Sabem que dificilmente o governador paulista vai segurar a onda de crescimento da ministra Dilma Ruosseff (PT), candidata de Lula a sua sucessão.
Contudo, mesmo Aécio Neves aceitando ser candidato com a desistência de Serra não significa que sua candidatura poderá emplacar, mesmo porque o tempo exige que os tucanos trabalhem muito bem uma provável candidatura do mineiro para que passe a ser conhecida como o novo candidato da oposição. Mesmo Aécio já começando a admitir essa possibilidade, é pouco provável que vá para o sacrifício a esta altura. A conferir!
Tópicos: Editorial, Política | 1 Comentário »















10 março, 2010 às 15:28
O fato é que ninguém quer arriscar seu mandato para ser vice de alguém que não decola, ou que está em queda livre. No RN existe caso idêntico.