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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
por Francisco Francerle
Enquanto o Governo Federal se esforça para convencer parlamentares e a toda sociedade a volta da CPMF, empresários da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) lançaram campanha contra o aumento de impostos e se articulam no Senado para a rejeição do projeto. O movimento chama-se “Diga não ao aumento de imposto” e tem o slogan “#nãovoupagaropato”. Ser contra ou a favor da criação de qualquer imposto é direito de todos e essa é uma reação esperada diante da conjuntura de crise que passamos. Mas fazer oposição simplesmente por fazer, para apenas engrossar o cordão dos que fazem a linha do “quanto pior, melhor” é simplesmente degradante para uma instituição como a FIESP.
Mas, o curioso que gerou esse “nariz de cera” foi a resposta dada a um repórter pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf. Ao ser entrevistado na calçada da instituição, na avenida Paulista, após o lançamento da campanha contra o aumento de impostos, Skaf reconheceu que o ajuste fiscal era preciso ser feito, mas afirmou que ele precisa ser “por meio do corte de gastos, não subindo impostos”.
Questionado então sobre quais despesas deveriam ser cortadas pelo governo, Skaf disse que “não faltam” especialistas nos órgãos públicos para fazer essa avaliação”. A resposta de Skaf foi semelhante àquele ditado popular “toma que o filho é teu”, pois “Quem pariu Mateus que o balance”, ou mais popular ainda: “O problema é seu, te vira!”. A grande indagação que se faz é esta: “Será que o presidente da FIESP, como grande empresário que é, não saberia dar uma opinião de como o governo deve reduzir gastos?
Ora, o mais leigo dos leigos dos cidadãos sabe como cortar gastos, partindo da própria experiência de casa. Economizar água, energia, telefone e gás pode parecer simples, mas no final do mês dá um bom resultado no bolso. Essas são medidas básicas que todo gestor deveria recorrer em hora de crise, mas que até o momento nem governo nem oposição tocaram no assunto. Infelizmente, no Brasil, só se fala de racionamento para se economizar energia, não se fala para pagar menos pelo fornecimento. A cultura de economizar, apesar da crise, ainda anda muito longe daqui. Desligar a luz numa sala vazia, deveria ser um hábito comum, mas não é.
O Governo do Estado do Rio Grande, que está conseguindo aos “trancos e barrancos” administrar a crise e pagar ao funcionalismo e ainda realizar obras, poderia dar um grande exemplo e promover uma economia substancial nos seus gastos. Já pensou de quanto seria a economia se o governador Robinson Faria implantasse em todas as repartições do Estado o expediente único de seis horas corridas para reduzir custos da máquina administrativa? Seriam de 4 a 6 horas diárias a menos, com as luzes e equipamentos desligados, não funcionando torneiras, telefone e nem internet. A economia de energia elétrica, telefone e água seria na faixa dos 40%, uma redução bem significativa.
O expediente corrido não é nenhuma novidade. O próprio Governo do Estado chegou a aplicar em gestões passadas, embora por pouco tempo, para racionar energia. E a Prefeitura de Natal, nos poucos dias de gestão do prefeito Paulinho Freire, implantou o sistema, que até hoje está sendo aplicado na maioria das repartições, funcionando das 8h às 14 horas. A exceção seria para as unidades das Secretarias de Saúde e Educação que continuariam a realizar o atendimento à população normalmente durante seus respectivos expedientes de serviço. É importante ressaltar também que esse horário não se aplicaria às repartições e servidores públicos que trabalhassem em regime de plantão, ou em atividades de fiscalização.
Francisco Francerle é jornalista
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