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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Pegaram o National Kid brasileiro

(Nashônaru Kiddo em japonês) é uma série japonesa que foi exibida no Japão de 1960 a 1961. Apesar da popularidade no Brasil, a série não fez sucesso em nenhum outro lugar do mundo, incluindo o Japão, seu país de origem. Pois é, o nosso National Kid o policial federal Newton Ishii, que ficou conhecido em suas aparições na televisão por conduzir presos da Operação Lava Jato, foi pego com a boca na butija.

Herói da elite brasileira, o japonês, como é conhecido, foi condenado a quatro anos e dois meses, em 2003, em virtude da Operação Sucuri – mais sugestivo seria Jararaca -, que descobriu envolvimento de agentes federais na entrada de contrabando no Brasil.

As investigações mostraram que os agentes facilitavam a entrada de contrabando no país, pela fronteira com o Paraguai, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. O caso tramita sob segredo de Justiça. O japonês já cumpriu quatro meses da pena e isso deverá ser descontado na condenação total. Segundo seu advogado, a prisão será cumprida em regime semiaberto.

Pois é, quando a elite brasileira esperava que o japona prendesse o ex-presidente Lula, eís que é surpreendida com a prisão dele na manhã desta quarta-feira (8) em Curitiba (PB). A vida nos reserva mesmo muitas surpresas.

O nome de Newton Ishii – o japonês – foi citado em meio à Operção Lava Jato na gravação que levou à prisão o senador Delcídio Amaral, em Brasília.

No áudio, o senador fazia tratativas com o chefe de gabinete dele, Diogo Ferreira, o advogado Edson Ribeiro e o filho do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, Bernardo, buscando um plano de fuga para Cerveró, que estava preso na carceragem da PF em Curitiba.

O agente é citado durante a conversa quando o grupo discute quem estaria vazando informações para revistas. Delcídio se refere a um policial como “japonês bonzinho”, que seria o responsável pela carceragem da PF, em Curitiba.

Aproveito aqui para citar Élio Gaspari em artigo hoje em O Globo e na Folha de S. Paulo, que leva o sugestivo título de “O circo pegou fogo”:

– Desde 2014, quando a operação começou, a oligarquia nacional cultiva a fantasia de que ela seria paralisada por poderosos interesses. Enganou-se em todos os casos. Ela não chegaria na Odebrecht. Chegou. Não prenderia o doutor Marcelo. Prendeu. Ele não falaria. Falou. O impensável aconteceu e continuará acontecendo porque as forças poderosas tornaram-se impotentes.

A farsa do golpe está se desmoronando a cada semana. Quem jamais imaginaria que o “japonês” , queridinho da elite brasileira que toda vez que o agente federal prendia alguém na Lava jato, sobretudo ligado ao governo ou ao PT, ocupava as varandas gourmets dos apartamentos chiques do Morumbi, para aprovar suas ações midiáticas.

Agora o “japonês” que posa ao lado do deputado Jair Bolsonaro (na foto acima), está sob a luz dos holofotes, mas da forma pior possível, como bandido.

Foto: Dida Sampaio

 

 

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