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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
O governo do estado, através de seu secretário de Segurança e Defesa Social Carlos Castim, e muito menos da governadora Wilma de Faria (PSB), até agora não se pronunciou sobre o fato do Rio Grande do Norte estar entre os cinco estados brasileiros onde mulheres dividem celas com homens, conforme relatório produzido em março por entidades brasileiras de defesa da mulher e entregue a OEA [Organização dos Estados Americanos].
O assunto foi destaque ontem no jornal Folha de S. Paulo, inclusive merecendo manchete. Até agora não vi e não li em nenhum jornal local ou blog uma posição oficial da governadora, na condição de mulher, sobre o assunto que vem merecendo atenção especial da mídia nacional depois da violência sexual sofrida por uma jovem de 15 anos presa numa cela com 20 homens em Abatetuba, estado do Pará. A notícia, que não é nenhuma novidade, apenas tomou proporções porque a imprensa denunciou, ainda choca o país.
O pior é que as autoridades sabendo disso não tomam nenhuma providência. O secretário de Segurança e Defesa Social, Carlos Castim, que ontem à noite esteve na Câmara Municipal de Natal para falar sobre o plano de segurança pública para o estado, chegou até a afirmar que um dos problemas diagnosticados pelo atual governo foi a utilização de delegacias como sistemas prisionais, mas em nenhum momento teceu comentários sobre o fato de mulheres estarem sendo presas junto com tavestis e homens adolescentes, de acordo com relatório entregue a OEA.
Cadê as entidades de defesa da mulher e dos direitos humanos que não cobram também um posicionamento do governo e da governadora Wilma de Faria sobre mais esse escândalo? Como cidadão e jornalista que tem a obrigação de levar informação aos seus leitores, cobro aqui deste espaço uma posição oficial do governo sobre o assunto. Ou vamos fazer vistas grossas e ignorar que isso está acontecendo no Rio Grande do Norte?
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