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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Não fosse esse marketing ridículo, de comparar a “censura” atual a outros episódios heróicos da história do jornal, o “Estadão” entra nos 135 anos em uma situação paradoxal. Por conta dos problemas familiares, hoje em dia é o mais vulnerável dos jornais brasileiros. Já foi colocado à venda algumas vezes. Por outro lado, depois de um intervalo entre a saída de jornalistas experientes e sua substituição, voltou a ser o mais confiável jornal brasileiro.
O diretor de redação Ricardo Gandour é inteligente. Fez bela carreira como publisher do Publifolha e do Diário de São Paulo. Mas faltava-lhe experiência jornalística para enfrentar o mais difícil: definir a linha editorial do jornal, conduzi-lo pelos caminhos do jornalismo, fugindo da armadilha do pacto da desinformação que marcou a Abril, Folha e Globo, um convescote de CEOs cuja mediocridade só encontra paralelo na arrogância cega com que se julgaram, por algum tempo, donos da opinião pública nacional.
No período em que Gandour teve que pegar as redeas da redação, sozinho, o jornalismo patinou. Foi esperto o suficiente para contratar chefias sólidas para tocar o projeto. E o jornalismo voltou. Teve inteligência e grandeza para se cercar dos melhores.
Com isso, recentemente o Estadão descobriu o óbvio: que deveria diversificar a cobertura, torná-la menos partidarizada, mais jornalística, que há uma enorme demanda da melhor parcela da opinião pública por informações confiáveis.
Infelizmente, essa reação chega tarde. O Estadão perdeu o bonde lá atrás, quando rixas internas obrigaram ao afastamento de toda a família da parte operacional. No período crítico de mudanças tecnológicos, da maior revolução da mídia, o Estadão abriu mão do seu único visionário – Rodrigo Mesquita – afastado por ser da família.
Aliás, em 2010 a Broadcast completa 30 anos – em cima de um modelo criado pouco antes pela Dinheiro Vivo e contratando grande parte da minha redação na época.
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