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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Parece que as escutas telefônicas ilegais, os chamados grampos virou moda nesse país. Agora são os ministros do STF [Supremo Tribunal Federal] que estão enfrentando esse vexame, de terem suas vidas vasculhadas através de escutas telefônicas ilegais.
No caso do Rio Grande do Norte, nós temos aí o “escândalo dos grampos”, onde políticos, jornalistas, empresários, e até a governadora Wilma, dizem, tiveram invadida suas privacidades. Esse caso, alíás, até agora não foi de todo esclarecido. Há uma certa nebulosidade nele. Já abordamos aqui que até uma CPI [Comissão Parlamentar de Inquérito] foi abortada na Assembléia Legislativa sobre esse assunto.
Na Câmara Municipal de Natal, a única diferença é que alguns vereadores acusados de envolvimento em corrupção, tiveram seus telefones e celulares grampeados autorizados pelo MP [Ministério Público]. Mas, a finalidade é a mesma: bisbilhotar a vida das pessoas.
Não estamos aqui querendo defender aqueles agentes públicos que têm conduta errada, seja ele vereador, deputado, governador ou até mesmo ministro do STF que precisam e devem ser investigados. Mas, é preciso ter cuidado para que a bisbilhotice não se torne uma prática comum, corriqueira, até porque todos nós estamos sujeitos a termos nossos telefones grampeados.
A invasão de privacidade é crime previsto na Constituição Federal. Não se pode banalizar esse tipo de crime, do contrário estaremos fadados a termos a nossa vida particular tornada pública, e até em certos casos, ridicularizadas. Basta, vamos com calma. Investigação é uma coisa, bisbilhotice outra.
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