E-book

Baú de um Repórter

O blog cria um novo espaço pra relembrar causos e editoriais, clique aqui para acessar o e-book.

Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Geral

Destaque das revistas

Época

Falta de dinheiro não é problema para eles

Nos próximos dias, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), e centenas de políticos deixarão seus cargos públicos em todo o país para disputar as eleições. Até outubro, sob a vigilância da Justiça Eleitoral, essa turma buscará votos para se eleger. Paralelamente, longe dos olhos, aliados de Serra, de Dilma e de todos os políticos se movimentarão de forma discreta em busca de dinheiro para sustentar essa busca por votos. Eles são os responsáveis por captar os recursos necessários para pagar marqueteiros, programas de televisão, cabos eleitorais, carros de som e toda a estrutura necessária das caras campanhas eleitorais brasileiras.

Na semana passada, o custo das campanhas começou a ser questionado com a divulgação dos primeiros gastos do PT para a pré-campanha da ministra Dilma Rousseff. O partido alugou uma casa no Lago Sul, área nobre de Brasília, por R$ 12 mil mensais para Dilma morar. Pagará a ela um salário de R$ 17.800, já que Dilma não receberá mais como ministra. Ela também terá cinco assessores, que receberão R$ 11 mil mensais cada um. O PT fechará um contrato com uma empresa de táxi-aéreo para que Dilma tenha jatinhos a sua disposição 24 horas por dia. O PT também contratou a Blue State Digital, a empresa responsável pela revolucionária estratégia de campanha pela internet do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

A maioria dos políticos e profissionais acredita que a campanha eleitoral deste ano tende a ser a mais cara da história. Os partidos terão cerca de R$ 160 milhões do fundo partidário, formado por recursos públicos que são divididos entre os partidos de acordo com seu tamanho. Mas é pouco para bancar tudo. De acordo com o cientista político Gaudêncio Torquato, que atua também como consultor na área de comunicação, os candidatos poderão gastar até R$ 2 bilhões neste ano (leia o quadro na última página). “Os candidatos vão gastar muito em televisão e na logística”, diz Torquato. As campanhas de Dilma e de Serra não deverão custar menos de R$ 150 milhões cada uma. De acordo com o presidente do PT, José Eduardo Dutra, 80% das despesas da campanha presidencial e das campanhas para governador serão consumidas em propaganda na televisão e no rádio. O segundo item mais caro será o transporte, que inclui aluguel de jatinhos e carros. “A campanha será cara por causa da concorrência por profissionais”, diz Dutra. Para bancar tudo, os partidos terão de ir ao mercado.

Veja

O kit da candidata é um luxo

A petista Dilma Rousseff sairá a pé do Palácio do Planalto nesta quarta-feira para percorrer a jornada eleitoral que, daqui a nove meses, poderá conduzi-la de volta ao poder pelo elevador privativo que leva ao gabinete do presidente da República. Dilma deixará o cargo de ministra da Casa Civil para se consagrar exclusivamente à pré-campanha, que dura até o fim de junho, quando a lei eleitoral estabelece o início oficial do pleito presidencial. O PT montou uma estrutura de primeira linha para a ministra. Ela receberá salário, contará com cinco assessores, voará de jatinho e vai se hospedar em uma confortável casa em Brasília (veja o quadro). Quem fechará esses contratos e pagará todas as despesas? Ele, o novo e já notório tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, o homem que, segundo depoimentos em poder da Procuradoria-Geral da República colhidos durante o mensalão, cobrava propina de quem quisesse fechar negócios com os fundos de pensão das estatais – e que, de acordo com o promotor José Carlos Blat, participou dos desvios na Bancoop, a Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo. À frente dos gastos com a pré-campanha petista, Vaccari por enquanto é o Delúbio Soares de Dilma. Pelo menos na prática.

Istoé

Procurados pelo mundo

No mundo globalizado, a cooperação entre as polícias internacionais tornou-se uma das armas mais letais de combate ao crime, e a Interpol se sofistica nessa direção. A organização hoje conta com 188 países-membros, dentre os quais o Brasil, e tem uma rede de troca de informações conhecida pelo código I-24/7 (Interpol – 24 horas/7 dias por semana), que se ramifica em difusões. Ao todo são cinco, cada qual de uma cor em razão do tipo de informação que dissemina. A estrela da companhia é a Difusão Vermelha, que prevê a prisão de foragido internacional para fins de extradição e cuja lista integra 98 mil nomes. Desses, 325 são procurados pela Justiça brasileira. Alguns famosos, como o deputado Paulo Maluf (PPSP) e seu filho Flávio, as mais novas aquisições da vertente tupiniquim na Difusão Vermelha, ou o banqueiro Salvatore Cacciola, que foi capturado em 2005 graças a esse recurso.

CartaCapital

Planta má em terra nossa

Na edição desta semana de CartaCapital, o jornalista Paolo Manzo revela como a ‘Ndrangheta, a máfia mais poderosa da Itália, com um faturamento estimado em 44 bilhões de euros (110 bilhões de reais), atua com força crescente no Brasil. Favorecida pela indiferença das autoridades nativas, um tentáculo da máfia calabresa alcançou o País há mais de 30 anos. E aqui instalou um dos seus principais esquemas de lavagem de dinheiro.

Essas ramificações da ‘Ndrangheta pelo Brasil são descritas pelo escritor, jornalista e pesquisador Antonio Nicaso, que acaba de lançar, na Itália, o livro La Mala Pianta, escrito em parceria com Nicola Gratteri, procurador antimáfia junto ao tribunal de Reggio Calábria. Ambos são entrevistados por Paolo Manzo, que explica, abaixo, o que pode ser encontrado na matéria de capa da revista, que já pode ser encontrada nas bancas.

CartaCapital: O que esta reportagem reserva aos leitores?
Paolo Manzo:
Conseguimos entrevistar dois dos principais especialistas em crime organizado na Itália. Gratteri é um magistrado que há 30 anos combate a máfia calabresa. Nicaso é um pesquisador, dá aulas em universidades americanas. Ambos escreveram um livro, recém-lançado na Itália, sobre a atuação da máfia ‘Ndrangheta, que pouca gente conhece no Brasil, mas é poderosíssima. Ela superou o faturamento e a presença da Cosa Nostra, a máfia siciliana que todo mundo conhece pelas histórias de O Poderoso Chefão. Em 2008, a ‘Ndrangheta faturou 44 bilhões de euros e está presente em 49 países, espalhados pelos cinco continentes. O Brasil é um dos seus territórios privilegiados. Isso resulta de declarações de vários colaboradores de Justiça que falam do Brasil. E há vários dados sobre a importância do Brasil no tráfico entre a América do Sul e Europa.

CC: No Brasil, a máfia calabresa se concentra no narcotráfico?
PM:
Sem dúvida, a máfia calabresa suplantou a máfia siciliana no tráfico de cocaína e maconha desde os anos 90. Isso aumentou muito, basta ver os números de apreensões no Brasil no ano passado. Falamos de 13 toneladas de cocaína cloro-hidrato, uma tonelada de cocaína pasta e 150 toneladas de maconha. Se você calcula que, estatisticamente, vem sendo apreendido 10%, temos que multiplicar por 10 esses quantitativos para ter uma idéia do patamar do tráfico. Então, o Brasil ocupa um papel central, porque, diferentemente da Colômbia, do México, o país não tem cartéis grandes, tem microcartéis que não incorrem nos mesmos erros desses outros dois países, com grupos que lutam entre si. Cerca de 70% da cocaína entra no Brasil por meio da Bolívia, o restante da Colômbia e de outros países limítrofes. Colaboradores da Justiça falam reiteradamente que a cidade de São Paulo praticamente virou uma bolsa internacional da droga, ou seja, está se agrupando na cidade quantidades de cocaína sem precedentes.

Compartilhe:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *