O blog cria um novo espaço pra relembrar causos e editoriais, clique aqui para acessar o e-book.
Arquivos
Links Rápidos
Categorias
E-book
O blog cria um novo espaço pra relembrar causos e editoriais, clique aqui para acessar o e-book.
Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

por Carlos Alberto Barbosa
Os saudosistas das mamatas dos governos passados, bem como as oposições bolsonaristas no Rio Grande do Norte, tentam de todas as formas pôr um “bode expiatório” na antessala do governo petista da professora Fátima Bezerra.
Já tentaram várias fórmulas, uma delas pedindo o indiciamento da governadora por improbidade administrativa na compra de respiradores pulmonares, através do Consórcio Nordeste, em que o conglomerado de estados nordestinos sofreu calote da empresa contratada para a venda dos equipamentos, que já está judicializado.
Agora, de forma fantasiosa, tentam incriminar o governo pelo fato de ter contratado o cantor e compositor paraibano, Chico César, para um show, inclusive, com sua banda, na entrega da reforma do Forte dos Reis Magos no último sábado. Detalhe: Chico César cancelou o show porque contraiu covid, e, portanto, o seu cachê não foi pago. Ou seja, o governo não desembolsou um tostão. Há de se dizer: ah, mais o valor a ser pago seria um absurdo. Esquecem as cassandras do poder e as oposições bolsonaristas que qualquer show nesta época do ano o valor a ser cobrado é alto, ainda mais se o artista vem com sua banda completa. Sabem quanto a prefeitura de Porto do Mangue contratou a banda Calcinha Preta para tocar no Réveillon da cidade: a bagatela de R$ 160 mil. Bom, mas isso não vem ao caso.
O assunto é o show de Chico César que não aconteceu, mas as cassandras do poder e as oposições bolsonaristas espalham aos quatro cantos que o valor a ser pago pelo governo – R$ 90 mil – seria um absurdo. Falam que Chico César cobra para fazer shows em outras cidades menos do que cobrou aqui. Obviamente, em outra época do ano. Fim de ano o valor dobra e ainda mais com banda. Qualquer leigo no assunto sabe disso, não precisa ser um DJ ou ex-DJ pra ter conhecimento.
O deputado bolsonarista Kelps Lima, presidente e relator ao mesmo tempo da “CPI dos Aflitos”, o mesmo que pediu o indiciamento da governadora Fátima Bezerra por improbidade administrativa na compra dos respiradores pulmonares, sugeriu que o governo fizesse uma licitação para contratar a atração musical. Brincadeira, só pode! Imagine, caro leitor (a), uma licitação para uma atração musical, como seriam as exigências: gênero musical (Forró, Música Sertaneja, MPB ou Rock). Dependendo do gênero quem apresentasse o menor valor seria contratado.
Para contratar artistas do porte de Chico César e outros se usa a dispensa de licitação por “notória especialidade”, ou seja, Chico César só tem um, assim como Caetano, Gil ou Chico Buarque só existe um. Essa “notória especialidade” dispensa a licitação, e o nobre deputado Kelps Lima deve ter conhecimento disso, ou ao menos deveria.
Numa hipotética situação de licitação para contratar a atração, vamos supor que fosse MPB: Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, Milton Nascimento, enfim, alguns destes nomes concorrendo. Quais seriam o valor destes artistas a serem cobrados? Detalhe que deveria estar no edital licitatório: seria voz e violão ou com a banda completa? Ora, ora, ora, nobre deputado Kelps Lima, isso não existe em lugar nenhum do mundo.
Há de se dizer: cassandras e bolsonaristas procurem outro “bode expiatório” que esse do show de Chico César que não aconteceu – mais parece a viúva Porcina, aquela que foi sem nunca ter sido – não colou.
Ilustração reproduzida da Internet
Deixe uma resposta