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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Artigo

Burro é aquele `pau-de-arara´que vai participar de uma `jegueata´ para receber Bolsonaro

por Carlos Alberto Barbosa

Não há como deixar de qualificar de “burro” aqueles “pau-de-araras” que estão organizando e que vão participar de uma “jegueata” – uma espécie de carreata de jegues – para receber Bolsonaro, que vai inaugurar na terça-feira (8), em Pau dos Ferros (RN), parte do canal que leva as águas da transposição do São Francisco para a região, obra essa iniciada nos governos do presidente Lula e que golpistas não permitiram a ex-presidenta Dilma Ruosseff inaugurar.

Aliás, de pau-de-arara o Capitão Jair Messias Bolsonaro entende melhor do que ninguém, até porque tem como ídolo o coronel Ulstra – já falecido – um dos maiores torturadores da ditadura militar no Brasil, que se utilizava do “utensílio” para torturar presos políticos. Certamente por entender de pau-de-arara, Bolsonaro usou o termo de forma pejorativa em sua live da quinta-feira (3), quando ao falar sobre revogação de decretos de luto se referiu ao Padre Cícero como sendo pernambucano. Todos sabem que Padre Cícero, mais conhecido pelo nordestino como “Padim Ciço”, nasceu na cidade do Crato, no Ceará. No Nordeste se costuma chamar de “burro” quem não tem conhecimento ou não é letrado. A título apenas de informação: uma pessoa letrada é aquela que se posiciona no mundo, conseguindo interagir em qualquer situação, dentro de todos os contextos das esferas sociais. Certamente este não é o caso de Bolsonaro.

Jegueata e pau-de-arara a parte, o que se observa é que o “marketing” de Bolsonaro objetiva não só tentar fazer dele um presidente popular, mas, sobretudo, desviar o foco dos principais problemas que o Brasil enfrenta no seu governo, ou melhor, desgoverno. A pandemia voltando à tona e o negacionsimo bolsonartista insistindo em negar a ciência, a inflação galopante, o desemprego crescente, a economia esfacelada com investidores fugindo do Brasil, a instabilidade institucional com as ameaças frequentes de Bolsonaro sobre as eleições no país, levando a seguidores seus a se manifestarem nas redes sociais o apoiando, etc e tal.

Um fato me chamou a atenção hoje: a Organização dos Estados Americanos (OEA) enviou ao Tribunal Superior Eleitoral um relatório no qual “expressa preocupação pelo ambiente de medo e intimidação que impede os eleitores e candidatos de se envolverem na política”.

A OEA afirmou ainda que recebeu informações sobre a presença e influência de milícias e observou com preocupação que grupos associados ao crime se envolvam no processo eleitoral em alguns locais do país. 

Há de se lembrar que a liberação para a compra de armamentos pesados para “colecionadores” pelo governo Bolsonaro, está facilitando a entrada no Brasil de armas que estão abastecendo as milícias e traficantes. Vitor Furtado Rebollal Lopes, conhecido como Bala 40, de 35 anos, preso na última segunda-feira, em Goiânia, é acusado de se valer de registros como colecionador e atirador esportivo para adquirir armas e munição legalmente e revendê-las à maior facção criminosa do Rio. Também são acusados de integrar a quadrilha a namorada de Vitor, Paula Cristinne Pinheiro Labuto, de 28 anos, também presa, e o irmão dela, Leonardo Pinheiro Labuto, de 39, que segue foragido.

Portanto, a preocupação da OEA com as eleições no Brasil tem razão de ser.

E vamos deixar as farofadas e jegueatas de Jair Bolsonaro de lado e se preocupar com o que está por trás dessa cortina de fumaça.

A conferir!

Foto ilustrativa reproduzida da Internet

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