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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Política

Investigação mostra que Anderson Torres pode ser um dos mentores intelectuais de bloqueios em rodovias no 2º turno

Está no Blog da Natuza Nery

À exceção de Silvinei Vasques, preso pela Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (9), o principal prejudicado pela operação que apura o uso da máquina pública para interferir no segundo turno das eleições de 2022 é Anderson Torres, ex-ministro da Justiça de Jair Bolsonaro (PL).

Segundo investigadores ouvidos pelo blog, já é possível afirmar que Torres coordenou a ação que buscava dificultar o voto de eleitores em áreas em que o presidente Lula teve vitória expressiva no primeiro turno. É possível, inclusive, que as investigações concluam que o ex-ministro foi um dos mentores intelectuais da operação.

As provas e depoimentos reunidos pela PF e que embasaram a prisão de Vasques – que foi comandante da Polícia Rodoviária Federal (PRF) durante a gestão Bolsonaro –, também mostram que Torres esteve envolvido desde o início na ação da PRF em 30 de outubro, quando diversas blitze, concentradas na região Nordeste, prejudicaram o trânsito de eleitores.

Os achados da PF mostram que a operação não foi improvisada; na verdade, começou a ser posta em movimento pelo menos duas semanas antes do dia da votação.

Em 19 de outubro, Silvinei Vasques reuniu 47 agentes da PRF para dizer que havia chegado a hora de a PRF “tomar lado” na disputa eleitoral. Naquele mesmo dia, Silvinei esteve no gabinete de Anderson Torres no Ministério da Justiça, onde se encontrou com Marília de Alencar e outros agentes da PF que, assim como ela, estavam cedidos à pasta.

Alencar já disse em depoimento à PF ter sido responsável pelo levantamento das cidades em que Lula teve mais de 75% dos votos no primeiro turno da eleição presidencial que, ao que tudo indica, serviu de base para a atuação da PRF no dia do segundo turno.

Em depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Atos Golpistas na terça (8), Torres afirmou que não fez nada em relação aos dados apresentados por Marília.

“O relatório apontava onde Lula e Bolsonaro tiveram mais de 75% dos votos. Não dei seguimento a este relatório. Foi uma planilha que foi feita, mas não entendi. Não vi relevância”, afirmou Torres. A investigação da PF, no entanto, aponta que isso não é verdade.

Prisão de ex-diretor da PRF

O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal Silvinei Vasques foi preso preventivamente na manhã desta quarta-feira (9), em uma operação sobre interferência no segundo turno das eleições de 2022.

Em 30 de outubro, dia do segundo turno, a PRF realizou blitze que interferiram na movimentação de eleitores, sobretudo no Nordeste, onde Lula (PT) tinha vantagem sobre Jair Bolsonaro (PL) nas pesquisas de intenção de voto.

Foto reproduzida da Internet

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