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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
O discurso errado
O jornalista Cassiano Arruda faz um comentário hoje em sua coluna Roda Viva no Novo Jornal que procede. Diz Arruda:
– Quando atira contra os atuais senadores, a ex-governadora do Rio Grande do Norte Wilma de Faria (PSB) pode estar dando um tiro no pé. Ela termina dificultando – ainda mais – o esforço do deputado Henrique Eduardo Alves para levar para ela o segundo voto do PMDB, que dá o primeiro a Garibaldi.
Tem sentido. Certa vez conversando com o senador Garibaldi ele me disse da dificuldade em estar ao lado de Wilma de Faria. Segundo ele, os garibaldistas jamais aceitariam isso. Preferem dar o segundo voto ao senador José Agripino Maia (DEM) do que a Wilma de Faria. E por que isso? Tanto Garibaldi como os garibaldistas não engolem a derrota do senador para Wilma de Faria na eleição passada para o governo. Alegam que Garibaldi perdeu a eleição porque dona Wilma usou a máquina administrativa principalmente no segundo turno da eleição.
Daí, se já existiam dificuldades do segundo voto peemedebista – entenda-se, garibaldista – para Wilma de Faria, com as críticas que ela vem fazendo aos dois senadores a coisa tende a piorar ainda mais, mesmo o deputado Henrique Alves fazendo o “meio de campo” para que o segundo voto do PMDB seja dado a Wilma e não a Agripino.
Numa eleição acirrada como será esta para o Senado onde só existem duas vagas disponíveis e onde concorrem três Titãs da política potiguar – Wilma, Agripino e Garibaldi – é muito arriscado uma provocação de ambas as partes. O melhor mesmo seria que nenhum dos três cutucassem o cão com vara curta. Que fizessem suas campanhas com base em realizações – afinal os três já foram governador do estado por duas vezes – e não em provocações.
A campanha propriamente dita ainda não começou, mas é bom que os candidatos sejam alertados para seus discursos. Alimentar a ira pode ser perigoso sobretudo numa campanha que todos sabem ser dificílima. A conferir!
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