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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
A pergunta de Roberto Guedes procede!
Sob o título “O que foi que Dunga fez no vestiário?” o colega Roberto Guedes faz uma análise em seu blog hospedado no Portal Nominuto.com sobre o que teria acontecido no vestiário no intervalo da partida entre Brasil e Holanda em que a equipe brasileira vencia por 1 a zero, mas acabou perdendo no segundo tempo. Veja o que ele diz:
– Coitado de Felipe Melo: sem controle o emocional que todos lhe desconheciam havia muito tempo, termina sendo transformado em bode expiatório da derrota do Brasil ante a Holanda.
A mim, o que mais interessa, para entender como o Brasil entregou o jogo desde o início do segundo tempo não é culpar Felipe Melo, cuja convocação tem autor.
O que me preocupa é o que todo mundo sabe: o time que voltou ao campo após o intervalo não era o mesmo do primeiro tempo, quando jogava futebol e dominava razoavelmente o jogo enquanto o técnico Dunga dava “show” de descontrole no banco, ao ponto de ser advertido por um emissário da Federação Internacional de Futebol Association (Fifa).
A expulsão foi efeito, não causa desse descontrole emocional coletivo.
Quando o jogo foi retomado, eu verbalizei em casa a pergunta cuja resposta, a meu ver, explicará melhor o descontrole evidenciado pela equipe: o que foli que o técnico Dunga fez no vestiário brasileiro entre o primeiro e o segundo tempo?
Talvez neste procedimento esteja a raiz do descontrole que descaracterizaria o time brasileiro.
O questionamento de Roberto Guedes procede. O Brasil perdeu uma partida que poderia ter sido liquidada a favor dos brasileiros já no primeiro tempo. Na volta para o segundo tempo o time que jogava bem o primeiro voltou apático e nervoso. Por que? Por que também o técnico Dunga após o jogo saiu cabisbaixo para o vestiário sem ao menos abraçar seus atletas?
Tenho uma teoria que já defendia mesmo antes da Copa ter início. Pra mim o Brasil não passaria das quartas de final. Não pelo time, porque essa Copa da África foi a Copa da Mediocridade. Nem mesmo a Alemanha que todos elogiam chega aos pés do futebol praticado pela seleção brasileira de 1982, quando perdemos também para a Itália nas quartas de final. Mas perdemos de cabeça em pé jogando um futebol pra frente e bonito.
Mas voltando a seleção do Dunga. Sabe por que não acreditava que fosse campeã. Simplesmente porque a próxima Copa do Mundo será realizada no Brasil. Se o nosso país fosse hexa, certamente esvaziaria o campeonato mundial de 2014. O Brasil deteria a hegemonia do futebol, fazendo com que o “mundo milionário do futebol” deixasse de ganhar dinheiro.
Cheguei a comentar isso com alguns amigos, mas eles discordaram de minha tese. Até concordaram que o Brasil não tinha time para ser hexa, e esse no entendimento deles seria o maior motivo para o fracasso da seleção do Dunga.
No entanto, estou convicto de que algo de estranho, como diz Roberto Guedes, aconteceu no intervalo da partida entre os brasileiros e holandeses. Lembram da Copa da França, em que o Brasil era favorito e na noite anterior ao jogo final contra os franceses Ronaldo passou mal. Não teria condições físicas e psicológicas de entrar em campo, sendo anunciado inclusive sua substituição poucas horas antes de começar o jogo por Edmundo. Depois Galvão Bueno recebeu uma outra lista, esta já com a presença de Ronaldo? Por que foi que Ronaldo se não tinha condições de jogar foi escalado naquele fatídico jogo? Por que a seleção brasileira voltou apática para o jogo com a Holanda agora? Acho que quem pode melhor responder essas perguntas é Ricardo Texeira!
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