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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Na Copa da mediocridade vernceu o futebol enceradeira
Sinceramente se a nova ordem mundial no futebol é isso que vimos na final da Copa da África do Sul, prefiro ficar com o futebol brasileiro. Holanda e Espanha mostraram neste domingo um futebol feio, sem criatividade e sem empolgação. A Holanda só tem uma jogada, já manjada com Robben. Se ele for bem marcado, pronto, o time holandês não consegue produzir nada somente violência, como ocorreu hoje. Já a Espanha é o futebol enceradeira, muito toque de bola, mas para os lados e rodopiando sem nenhuma objetividade. Isso é o que chamam de nova ordem mundial no futebol? Francamente!
Esta Copa do Mundo foi uma das piores que já vi. O nível de arbitragem com erros sucessivos e o futebol praticado pelas seleções que se apresentaram neste mundial deixaram a desejar. Os ditos “craques” como Messi, da Argentina e Christiano Ronaldo, de Portugal, não mostraram suas qualidades tão decantada em campos europeus. A Alemanha que pousou de “bicho-papão” da Copa com uma renovação de jogadores parece que tremeu diante da Holanda, e caiu fora das semi-finais.
Dir-se-á: E o Brasil? Bem, o Brasil tem jogadores talentosos, mas o “professor” Dunga, a quem admiro pela sua personalidade, preferiu ignorar esses profissionais e levar alguns cabeças de bagres. Paciência, essa Copa não tinha mesmo que ser nossa. Aliás, nem da Argentina, nem da Alemanha, nem da Itália, seleções estas acostumadas a decisões. O polvo Paul estava certo!
Pelos caprichos dos Deuses do Futebol a decisão ficou mesmo com duas seleções que nunca tinham experimentado o gostinho de ser campeã mundial – Holanda e Espanha -, num país que não tem tradição no futebol, a África do Sul. Resultado: Venceu a menos ruim, numa prorrogação quer tudo indicava iria para os penaltis, tamanha a falta de objetividade em busca do gol.
Que venha 2014, quando se espera e deseja que o Brasil não repita 1950, quando perdemos a Copa do Mundo dentro de Casa. Mas pra isso, primeiro temos que repensar nosso futebol, e quando falo repensar estou falando de mudanças desde os seus dirigentes, como o presidente da CBF Ricardo Teixeira.
O futebol brasileiro é talentoso e queira a Deus que apareça um técnico de coragem tipo o saudoso Telê Santana e convoque os verdadeiros craques. Aí sim, a seleção brasileira vai voltar a mostrar ao Mundo como se joga futebol. Querer dizer que a Espanha joga bonito, com toques para o lado, é desconhecer que já tivemos uma seleção com Zico, Sócrates, Falcão, Júnior, Luizinho, Toninho Cerezo. Esta sim, perdeu a Copa de 1982, mas mostrou ao mundo o futebol arte, aquele que o público independentemente de Nação quer ver jogar. O resto é resto!
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