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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Propaganda eleitoral: antes era nos jornais impressos, agora são nos blogs
Nos anos 1980 as assessorias de imprensa dos candidatos “burlavam ” a legislação eleitoral com matérias pagas em jornais sobre as campanhas. Muitas vezes confundia até o leitor sobre o que era matéria paga ou o texto do próprio jornal. Normalmente a terceira página dos jornais impressos são destinadas a editoria política. Nessa página, mesmo em época de campanha só entra textos editoriais. E o que ocorria? Na quarta página do jornal vinham então as ditas matérias pagas, que muitas vezes eram pagas através do caixa dois. O que o jornal dizia em seus textos editoriais, as matérias pagas diziam o contrário. Era o chamado samba do crioulo doido.
Hoje, com o advento da internet alguns blogs estão fazendo as funções dos jornais impressos. Observa-se que a grande jogada agora é “investir” em blogs. Não em todos, claro, mas sobretudo aqueles que fazem do jornalismo um negócio de secos e molhados. O que tem de fotos de candidatos em blogs em feiras livres, missas, reuniões com categorias profissionais, caminhadas, carreatas, enfim, uma gama de agenda eleitoral não está no Gibi!
E o pior é que nos mesmos blogs se tem candidato de situação e candidato de oposição, mas com os mesmos objetivos, ou seja, mostrar ao web-leitor-eleitor que suas campanhas estão indo de vento em popa. Será que é isso que os nossos candidatos estão pensando quando falam que vão investir na internet nesta campanha, inspirados em Barack Obama, presidente dos Estados Unidos que usou como ninguém a ferramenta para pedir votos e se eleger presidente? Se for por aí a barca tá furada. No caso papa-jerimum é muito blá blá blá e nenhuma consistência eleitoral.
O twitter é outra ferramenta da internet que os políticos do Rio Grande do Norte não estão sabendo aproveitar. A rede social poderia ser melhor aproveitada por eles se suas assessorias os orientassem no sentido de que quem está plugado na rede quer conversar, e se uma pessoa pergunta alguma coisa o certo é que eles, os políticos que querem votos, respondam. Mas, infelizmente, isso quase não ocorre. E quando ocorre respondem uma ou duas perguntas e pronto. Não é por aí. Determinados assuntos têm que ser debatidos e os políticos não podem fugir ao debate.
Mas é aquela velha história. Time que quer ganhar um campeonato não pode escolher adversário, e político que quer ganhar eleição não pode escolher pergunta.
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