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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Política

Irã diz ter impedido navios de guerra americanos de entrar em Ormuz; EUA negam que foram alvo de ataque

Está no g1

Irã afirmou nesta segunda-feira (4) que impediu navios de guerra dos EUA de entrar no Estreito de Ormuz. O governo Trump prometeu iniciar nesta manhã uma operação para escoltar embarcações retidas na via marítima por causa da guerra no Oriente Médio.

No início da manhã, havia divergências sobre se um navio dos EUA teria ou não sido atingido por mísseis iranianos. Mas nas horas seguintes, os EUA negaram, e o próprio Irã ajustou o discurso para esclarecer que se tratavam de “disparos de advertência”, e não de um ataque direto à embarcação.

Veja abaixo o que cada lado alega:

  • Agência iraniana Fars: a agência chegou a dizer que dois mísseis atingiram um navio de guerra dos EUA na região do Estreito de Ormuz. Fontes ouvidas pela Fars disseram que, devido aos impactos, a fragata americana não conseguiu prosseguir e foi forçada a recuar e deixar a área. Horas depois, no entanto, a agência afirmou que foram feitos “disparos de advertência” pela Marinha iraniana nas proximidades das embarcações inimigas;
  • Agência iraniana Tasnim: fonte ouvida pela agência afirmou que Teerã disparou contra navios de guerra dos EUA;
  • Marinha do Irã: na TV estatal, a Marinha iraniana confirmou ter impedido a entrada de navios de guerra dos EUA em Ormuz ao emitir um “aviso rápido e decisivo”, mas não confirmou se as embarcações foram alvo de disparos;
  • À agência Reuters, um alto funcionário do governo de Teerã disse que o Irã disparou um tiro de advertência contra um navio de guerra americano para impedir sua entrada no Estreito de Ormuz, mas que não está claro se houve algum dano;
  • Exército dos EUA: o Comando Central dos EUA nega ter sido alvo de um ataque e diz que nenhum navio da Marinha dos EUA foi atingido.

Em comunicado nesta segunda, os Emirados Árabes Unidos informaram que Irã atacou um petroleiro de sua petroleira estatal, a ADNOC, que transitava pelo Estreito de Ormuz e condenaram a ação.

Escolta americana

As Forças Armadas dos Estados Unidos também disseram nesta segunda-feira (4) ter escoltado os primeiros navios comerciais com bandeira americana pelo Estreito de Ormuz.

A escolta é a primeira após Trump anunciar uma operação militar para permitir que embarcações passem pelo estreito, apesar de o Irã afirmar estar bloqueando a passagem.

Mais cedo, nesta segunda, o Irã publicou um novo mapa do Estreito de Ormuz com linhas vermelhas delimitando a área que está sob o domínio de seus militares um dia após Trump ter anunciado uma operação para ajudar navios a atravessar a via marítima no Oriente Médio.

O mapa mostra duas linhas vermelhas na região do Estreito de Ormuz, que o regime iraniano disse delimitar “a nova área sob gestão e controle das Forças Armadas do Irã”.

  • Uma das linhas, a oeste da passagem, está entre a ilha iraniana de Qeshm e a costa dos Emirados Árabes Unidos a noroeste de Dubai;
  • A outra, ao sul de Ormuz, está entre a costa norte de Omã e a costa iraniana. 

O mapa foi divulgado um dia após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter anunciado que o Exército norte-americano irá guiar em segurança pelo Estreito de Ormuz navios comerciais presos no Golfo Pérsico. A operação, segundo Trump, ocorreria a partir da manhã desta segunda, porém ainda não haviam ocorrido quaisquer movimentações militares até a última atualização desta reportagem.

Em resposta, o Exército iraniano ameaçou atacar qualquer navio militar dos EUA que se aproximar do Estreito de Ormuz e reiterou que mantém “controle total” sobre a região. Ainda segundo o comunicado compartilhado pela mídia estatal iraniana nesta segunda, a passagem de navios pela via marítima terá que ser coordenado com Teerã.

“Advertimos que qualquer força armada estrangeira —especialmente o agressivo Exército dos EUA— se pretender se aproximar ou entrar no Estreito de Ormuz será alvo e será atacada”, disse o comandante Abdolrahim Mousavi Abdollahi, do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya.

A Guarda Revolucionária iraniana disse também que “movimentações marítimas que contrariem os princípios anunciados pela Marinha da Guarda Revolucionária enfrentarão sérios riscos e serão detidas com firmeza”, segundo o general Mohseni, porta-voz da força militar.

O Estreito de Ormuz, vital para a economia mundial por ser caminho de 20% do fluxo de petróleo, está fechado pelo Irã desde o dia 28 de fevereiro, quando começou a guerra contra os EUA e Israel. Desde então, uma quantidade ínfima de navios comerciais conseguiu atravessar a região.

O conflito está em um cessar-fogo desde o início de abril, porém a via marítima não foi reaberta pelo Irã, à revelia da vontade dos EUA. Para pressionar Teerã, os EUA fazem seu próprio bloqueio ao Estreito de Ormuz desde 13 de abril e já redirecionaram 48 navios ligados ao regime iraniano, segundo o Exército norte-americano.

A nova iniciativa dos EUA para ajudar a travessia de navios, chamada de “Projeto Liberdade”, terá o objetivo de libertar pessoas, empresas e países que seriam “vítimas das circunstâncias” do bloqueio na passagem, segundo Trump. “Se, de alguma forma, esse processo humanitário for interferido, essa interferência, infelizmente, terá que ser combatida com firmeza”, disse o líder norte-americano.

Também no domingo, o Irã anunciou ter recebido uma resposta dos EUA à sua mais recente proposta para finalizar a guerra. A mídia estatal iraniana informou que estava analisando a resposta de Washington à sua proposta de 14 pontos enviada por meio do mediador Paquistão.

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