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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Política

Na Casa Branca, Lula impõe-se como estadista global e defensor da soberania brasileira, diz editorial do Brasil 247

O encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump na Casa Branca, na última quinta-feira, foi além de um episódio diplomático de alto nível. Significou demonstração contundente de presença política, preparo e capacidade de liderança internacional de Lula em um momento no qual adversários internos já se precipitavam em delirar, mais uma vez, sobre o suposto fim de seu governo.

Após as derrotas sofridas no Congresso — tanto na indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal quanto na derrubada dos vetos presidenciais à legislação que suaviza penas de Jair Bolsonaro e de outros envolvidos nos atos golpistas e na trama de assassinato do próprio Lula, Alckmin e Alexandre de Moraes — setores da mídia oposicionista e parcelas do sistema político correram para decretar um colapso do governo. As cassandras habituais, ansiosas por antecipar o funeral político do presidente, repetiram o ritual de previsões que acompanham Lula desde seu primeiro mandato. Todas apocalípticas e furadas.

O encontro em Washington evidenciou justamente o contrário: um presidente plenamente ativo, de prontidão, atento aos interesses nacionais e capaz de atuar em cenários de elevada complexidade internacional. Enquanto muitos se ocupavam em especulações domésticas de curto prazo, Lula viu uma janela de oportunidade, demonstrou compreender a dimensão estratégica do momento global e a necessidade de defender imediatamente o Brasil diante de pendências concretas.

A principal delas era a possibilidade de imposição de tarifas pesadas sobre produtos brasileiros no mercado norte-americano. O risco exigia ação política direta no mais alto nível. Lula agiu. E o resultado foi inequívoco: Trump concordou com a proposta de Lula de adiar por trinta dias qualquer decisão sobre o tema, abrindo espaço para novas negociações entre os dois países. O Brasil ganhou tempo precioso graças à intervenção direta de seu presidente.

Não se tratou apenas de evitar danos econômicos imediatos. O encontro permitiu avançar em temas decisivos para o futuro da relação bilateral, como o combate ao crime organizado, a cooperação na exploração de terras raras com produção de valor agregado no Brasil e as discussões envolvendo o Pix e mecanismos financeiros digitais brasileiros. Em todos esses pontos, Lula apresentou-se com firmeza, defendendo a soberania nacional sem submissão nem bravatas.

Ao mesmo tempo, deixou claro que o Brasil está aberto à cooperação internacional ampla, inclusive com parceiros como a China, reafirmando uma política externa pragmática e soberana. Foi um gesto típico de estadista: dialogar com Washington mesmo tendo que aceitar a reunião em prazo curto, sem renunciar à autonomia estratégica brasileira.

Importa recordar que esta foi, a rigor, a primeira reunião formal de trabalho em nível presidencial entre Lula e Trump em seus atuais mandatos. Num cenário internacional marcado por tensões comerciais, disputas geopolíticas e crescente instabilidade, o simples fato de estabelecer um canal direto de interlocução já representa um ativo político importante para o Brasil.

Até mesmo Trump, pródigo em ações criminosas e declarações desatinadas, acabou reconhecendo algo evidente ao definir Lula como um presidente “dinâmico”. Desta vez, não houve exagero. Houve apenas uma concessão involuntária e tímida ao óbvio.

O contraste torna-se ainda mais eloquente quando comparado à atitude do principal adversário de Lula, tanto nas disputas políticas recentes como na eleição que se aproxima. Enquanto o presidente brasileiro foi à Casa Branca afirmar a soberania brasileira, contestar tarifas, examinar cooperação com um parceiro inevitável, seus opositores seguem presos à lógica da vassalagem ideológica e da marginalização internacional a que foi relegado o Brasil nos tempos de Bolsonaro.

Não por acaso, até o Diário do Povo chinês ressaltou a firmeza demonstrada por Lula diante das pressões de Trump. O reconhecimento externo apenas reforça aquilo que os setores mais hostis da política nacional tentam inutilmente ocultar: Lula continua sendo o raro líder brasileiro com densidade política, experiência e capacidade real de atuação no tabuleiro global.

Os mesmos que anunciavam, há poucos dias, um governo acuado e terminal, agora precisam lidar com um fato incontornável: Lula voltou do encontro com Trump fortalecido politicamente, com ganhos concretos para o país e reafirmado como interlocutor internacional relevante.

Mais uma vez, as previsões do colapso iminente revelaram-se apenas aquilo que sempre foram: torcida estéril, desmontada pelo trabalho de um estadista num encontro de três horas na Casa Branca que resultou numa vitória diplomática maiúscula.

Foto reproduzida da Internet

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