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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Política

`Vorcaro financiou Eduardo e o golpe´, diz Lindbergh Farias

Está no Brasil 247

O deputado federal Lindbergh Farias afirmou, em entrevista à TV 247, que o empresário Daniel Vorcaro financiou ações políticas ligadas ao entorno de Jair Bolsonaro e sustentou uma estrutura que, segundo ele, atuou em defesa da tentativa de golpe de Estado investigada pela Polícia Federal. Para o parlamentar, o argumento de que os recursos transferidos tinham como destino a produção de um filme sobre Bolsonaro foi apenas uma justificativa usada para encobrir outras operações.

“Esse dinheiro não foi para filme nenhum. O filme era distração. Vorcaro financiou Eduardo Bolsonaro e financiou o golpe”, declarou Lindbergh. Segundo ele, os repasses feitos ao grupo ligado ao deputado licenciado Eduardo Bolsonaro ocorreram entre fevereiro e maio de 2025, período que coincidiu com a ida do filho do ex-presidente para os Estados Unidos.

Lindbergh relatou que ele e o deputado Rogério Corrêa haviam solicitado a apreensão do passaporte de Eduardo Bolsonaro antes da viagem. “Quando nós pedimos a apreensão do passaporte, ele já estava nos Estados Unidos. Depois ficou lá e se autoexilou”, afirmou.

O deputado sustenta que pelo menos US$ 2,2 milhões foram enviados para um fundo no Texas ligado a Eduardo Bolsonaro. Segundo ele, o valor teria sido operacionalizado por uma empresa chamada Zettel e administrado por Paulo Calixto, apontado como advogado do parlamentar. “Esse dinheiro foi para sustentar Eduardo Bolsonaro, mas também para contratar escritórios de advocacia, lobby e estruturar uma campanha política”, disse.

Na avaliação de Lindbergh, os recursos estavam relacionados à articulação internacional promovida pelo grupo bolsonarista após o avanço das investigações sobre a tentativa de golpe. “Aquilo foi a campanha depois da Lei Magnitsky. Eles estavam financiando uma ofensiva política”, declarou.

O parlamentar afirmou ainda que a versão apresentada pelos envolvidos não se sustenta porque, segundo ele, a própria produtora responsável pelo documentário negou ter recebido os recursos. “A produtora disse que não recebeu um centavo. Então, onde foi parar esse dinheiro?”, questionou.

Para Lindbergh, a referência ao filme funcionava como uma espécie de código usado para solicitar recursos financeiros. “Quando falavam do filme, Vorcaro sabia do que se tratava. Aquilo era um código para pedir dinheiro”, afirmou. Ele comparou o mecanismo a formas históricas de financiamento clandestino de operações políticas e ilegais.

O deputado também declarou que pediu à Polícia Federal a abertura de uma investigação específica sobre as transferências financeiras envolvendo o empresário e o entorno de Eduardo Bolsonaro. Segundo ele, a apuração pode envolver cooperação internacional. “A Polícia Federal pode trabalhar junto com o FBI para rastrear esse dinheiro”, disse.

Lindbergh afirmou ainda que Vorcaro mantinha ligação política direta com o bolsonarismo e participou da estrutura de apoio financeiro ao grupo. “Ele era bolsonarista. Entrou naquele projeto político e financiou Eduardo Bolsonaro. Eu acho que financiou também o Ramagem”, declarou.

Segundo o deputado, o empresário atuava como elo entre setores do Centrão e o bolsonarismo. “Vorcaro unia o Centrão e o bolsonarismo. Flávio Bolsonaro estava no meio de tudo isso e sabia exatamente o que acontecia”, afirmou.

Ao comentar o avanço das investigações da Polícia Federal, Lindbergh disse acreditar que o caso poderá provocar uma ruptura política mais ampla. “Esse sistema político constituído entre Centrão e bolsonarismo vai implodir”, declarou.

Foto reproduzida da Internet


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