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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Está no Brasil 247
Aliados do presidente Lula (PT) pretendem transformar a reunião do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em um novo elemento da disputa política sobre soberania nacional, em meio à estratégia do governo de contrastar a postura diplomática do presidente brasileiro com a movimentação do clã Bolsonaro nos Estados Unidos, relata a Folha de São Paulo.
A avaliação entre governistas é que o encontro do senador com o presidente norte-americano pode ser usado para reforçar a posição de Lula em defesa dos interesses brasileiros, enquanto adversários buscam interlocução externa em temas sensíveis para o país.
Recepção a Lula e Flávio deve ser comparada
Integrantes do PT pretendem explorar a diferença entre a recepção oferecida por Trump a Lula, no início do mês, e o tratamento dispensado a Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro nesta terça-feira (26). A leitura entre aliados do presidente é que a visita oficial de Lula teve sinais políticos mais fortes, como tapete vermelho, registro de aperto de mãos e declarações positivas de Trump após a conversa.
No caso de Flávio, a imagem divulgada pelo próprio senador mostrou Trump sentado à mesa, em uma composição considerada mais fria por governistas. Para interlocutores do Palácio do Planalto, o episódio tende a mobilizar sobretudo a base mais fiel ao bolsonarismo, sem alterar de forma relevante o cenário para Lula.
Crise na pré-campanha de Flávio
A viagem ocorre em um momento delicado para Flávio Bolsonaro, que enfrenta desgaste em sua pré-campanha após revelações sobre sua relação com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O senador negociou cerca de R$ 134 milhões para o patrocínio de “Dark Horse”, filme sobre Jair Bolsonaro (PL).
Petistas avaliam que a agenda nos Estados Unidos busca deslocar o foco político do caso, que teria afetado o desempenho de Flávio nas pesquisas. Levantamento do Datafolha mostrou Lula com 40% das intenções de voto em uma simulação de primeiro turno, contra 31% do senador.
Negociações com os EUA entram na disputa
Auxiliares do governo também veem risco para Flávio Bolsonaro caso o encontro passe a ser associado a eventuais dificuldades nas negociações entre Brasil e Estados Unidos. O senador afirmou ter tratado com Trump de temas já discutidos oficialmente entre os dois governos, como o tarifaço e o crime organizado.
A tendência, segundo interlocutores governistas, é que qualquer recuo de Trump no diálogo com o Brasil seja politicamente vinculado à atuação de Flávio. Nesse enquadramento, Lula buscaria se apresentar como o líder que defende a soberania nacional diante de pressões externas.
Nos últimos meses, o presidente tem associado a família Bolsonaro a uma postura de subordinação aos Estados Unidos. A visita de Flávio, portanto, deve ser incorporada ao discurso político do Planalto em um contexto de disputa eleitoral e de tensão em torno da relação bilateral.
Divergência sobre facções criminosas
Após a reunião, Flávio afirmou ter pedido a Donald Trump que classifique o CV (Comando Vermelho) e o PCC (Primeiro Comando da Capital) como grupos terroristas. O tema é visto como ponto de divergência entre os governos brasileiro e americano.
A posição defendida pelo senador contraria o conceito adotado pela ONU (Organização das Nações Unidas), que conta com apoio público da diplomacia brasileira. Lula afirmou que o assunto não foi tratado em sua reunião com Trump, realizada no último dia 7.
Ironia entre governistas
Antes da confirmação pública da reunião, Flávio publicou nas redes sociais um vídeo dizendo que estava em Washington e que teria uma conversa “muito bacana”. Em seguida, acrescentou: “Daqui a pouquinho vocês vão saber com quem”.
O senador também afirmou que a embaixada do Brasil nos Estados Unidos não autorizou que sua fala a jornalistas depois da reunião ocorresse no local. Entre governistas, a agenda foi recebida com ironia.
Questionado sobre a visita, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou que já bastava “um da família Bolsonaro” trabalhando contra o Brasil. Nas redes sociais, o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) disse que o encontro buscava esconder o escândalo e chamou o episódio de “Três patetas com Trump”.
Para aliados de Lula, a agenda de Flávio na Casa Branca não necessariamente fortalece sua pré-campanha. A avaliação no entorno do presidente é que o encontro pode ampliar a exploração política do tema da soberania nacional e reforçar a estratégia governista de apresentar Lula como defensor dos interesses do Brasil nas negociações com Washington.
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