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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Economia

Brasil voltará ao top 10 das maiores economias do mundo em 2026, aponta FMI

Está no Brasil 247

O Brasil voltará ao top 10 das economias em 2026, impulsionado pela alta de 1,1% do PIB no primeiro trimestre e pela perspectiva de superar o Canadá no ranking global das maiores economias do mundo, segundo projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI), informa o jornal O Globo.

A retomada da 10ª posição ocorrerá após o país ter ficado fora do grupo das dez maiores economias em 2025, conforme os dados do organismo multilateral. O avanço no início deste ano reforçou a melhora do desempenho brasileiro e colocou o país em posição de destaque entre as principais economias globais.

De janeiro a março, o Produto Interno Bruto, que representa a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, cresceu 1,1% em relação ao quarto trimestre de 2025, segundo informou o IBGE nesta sexta-feira (29). O resultado veio depois de a economia brasileira ter encerrado o ano anterior com expansão acumulada de 2,3%.

Brasil teve um dos melhores desempenhos globais

Com o crescimento de 1,1% no primeiro trimestre, o Brasil registrou o sexto melhor desempenho entre 45 das principais economias do mundo, de acordo com levantamento da Austin Rating citado. Apenas Hong Kong, Taiwan, Dinamarca, Coreia do Sul e China tiveram resultado superior no mesmo período.

O desempenho fortalece a projeção de que o país ultrapassará o Canadá em 2026 e reassumirá a 10ª colocação no ranking das maiores economias, elaborado com base nas estimativas do FMI. Em 2024 e 2025, a economia brasileira apareceu na 11ª posição, considerando os valores correntes do PIB em dólares.

A comparação internacional feita pelo FMI leva em conta o tamanho das economias em moeda americana. Por isso, a posição de cada país depende não apenas do crescimento econômico, mas também da taxa de câmbio. Quando o dólar se desvaloriza frente à moeda local, o PIB medido em dólares aumenta, mesmo que o ritmo de expansão da economia permaneça o mesmo.

Valorização do real ajuda avanço do Brasil

No caso brasileiro, a queda do dólar no fim de 2025 e a continuidade desse movimento no início de 2026 contribuíram para elevar o tamanho da economia em dólares. Esse fator, combinado ao crescimento do PIB, ajuda a explicar a volta do Brasil ao grupo das dez maiores economias do mundo.

Movimentos cambiais também influenciaram outros países. A desvalorização do dólar em relação ao rublo em 2025 fez o PIB da Rússia aumentar em dólares, mantendo o país à frente do Brasil naquele momento.

FMI elevou projeção para o PIB brasileiro

Em abril, o FMI revisou para cima sua estimativa de crescimento do PIB brasileiro neste ano, de 1,6% para 1,9%, no relatório Perspectivas da Economia Mundial. A melhora da previsão para o Brasil ocorre em sentido oposto ao cenário global, já que o organismo reduziu a estimativa de expansão da economia mundial de 3,3% para 3,1% em 2026.

A revisão global reflete os impactos da alta nos preços dos combustíveis e de derivados de petróleo, provocada pela guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. A Agência Internacional de Energia considera esse movimento o maior choque do petróleo da história.

A Rússia também teve sua projeção de crescimento elevada para este ano, de 0,8% para 1,1%. Segundo o FMI, a disparada das cotações do petróleo tende a beneficiar economias exportadoras da commodity, caso do Brasil, que se tornou exportador líquido de petróleo com o avanço da produção no pré-sal.

Brasil pode chegar à 9ª posição em 2027

As projeções do FMI indicam que o Brasil pode continuar ganhando posições no ranking global nos próximos anos. Para 2027, a estimativa é de crescimento de 2% do PIB brasileiro, ligeiramente acima da previsão para 2026, embora 0,3 ponto percentual abaixo da projeção anterior.

A revisão para baixo em 2027 foi atribuída à desaceleração da demanda global, ao aumento dos custos de insumos, incluindo fertilizantes, e a condições financeiras mais restritivas. Mesmo assim, o país deve superar a Rússia e alcançar a nona posição entre as maiores economias do mundo, ficando atrás da Itália.

As estimativas do FMI se estendem até 2031. Pelos cálculos do organismo, o Brasil deverá ultrapassar a Itália em 2028 e assumir a oitava posição no ranking global, atrás da França. A projeção indica que o país manterá esse posto até a virada da década.

Índia deve avançar entre as maiores economias

No cenário internacional de longo prazo, uma das principais tendências apontadas pelas projeções do FMI é a ascensão da Índia. O país, que tem a maior população do mundo, deverá ultrapassar a Alemanha em 2031 e se tornar a terceira maior economia global, atrás apenas dos Estados Unidos e da China.

O movimento reflete a força das economias populosas no cálculo do PIB total. Países como Estados Unidos, China, Índia e Brasil tendem a produzir volumes elevados de riqueza por reunirem grandes populações e amplos mercados consumidores.

PIB per capita mostra outra dimensão da riqueza

Apesar do destaque do Brasil no ranking do PIB total, o indicador não é necessariamente a melhor medida para avaliar a riqueza média da população. Para essa análise, economistas costumam considerar o PIB per capita, que divide o valor produzido por uma economia pelo número de habitantes.

Nesse ranking, a liderança em 2025 ficou com Liechtenstein, principado europeu localizado entre a Suíça e a Áustria, com cerca de 40 mil habitantes e PIB per capita de US$ 217.927,88. Em segundo lugar apareceu Luxemburgo, com US$ 148.246,98 por habitante.

Os Estados Unidos, embora tenham o maior PIB do mundo, ocupam a oitava posição no ranking de PIB per capita. O país é o único que aparece entre os primeiros colocados tanto no ranking das maiores economias quanto na lista dos países mais ricos por habitante.

O Brasil registrou em 2025 PIB per capita de US$ 10.685,69, segundo o FMI. O valor ficou abaixo do indicador da Albânia, de US$ 11.234,556, e acima do registrado por São Vicente e Granadinas, de US$ 10.572,654.

Foto: gettyimages

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