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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Economia, Política

Após Flávio Bolsonaro trair o Brasil e colocar o Pix em risco, Lula pode vencer no primeiro turno, apontam trackings

Está no Brasil 247

A campanha presidenciais já possuem novas atualizações de trackings internos que indicam uma forte queda de Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial. Segundo informações que circulam nos bastidores, o senador teria perdido entre 4 e 6 pontos após tentar justificar o tarifaço de 25% imposto pelo governo Donald Trump contra produtos brasileiros, que tem como um dos motivos principais o uso do Pix pelos brasileiros, que afeta bandeiras de cartões como Visa e Mastercard.

De acordo com esses levantamentos internos da própria oposição, com margem de variação de ±1% em relação aos dados de ontem, a associação de Flávio Bolsonaro ao ataque comercial dos Estados Unidos contra o Brasil teria se consolidado de forma negativa. O apelido “TarifLávio” teria colado no senador, e aliados já avaliam que não há, neste momento, uma estratégia capaz de reverter o desgaste.

Tarifaço de Trump atinge Flávio Bolsonaro

A crise se agravou depois que Flávio Bolsonaro tentou atribuir ao presidente Lula a responsabilidade pela tarifa de 25% anunciada pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros. A declaração foi vista por setores políticos como uma tentativa de defender o presidente Donald Trump, mesmo diante de uma medida que afeta empresas nacionais, exportadores e empregos no Brasil.

A situação ficou ainda mais sensível porque, entre as justificativas apresentadas pelo USTR, o Representante Comercial dos Estados Unidos, aparece o papel do Banco Central do Brasil como regulador e operador do Pix. O órgão estadunidense classificou essa função como possível conflito de interesse, colocando o sistema de pagamentos brasileiro no centro da ofensiva comercial dos Estados Unidos.

A leitura nos bastidores é que Flávio Bolsonaro passou a ser associado não apenas ao tarifaço de Trump, mas também a uma ameaça externa contra o Pix, uma das ferramentas financeiras mais populares do país. A combinação entre ataque comercial, prejuízo potencial às empresas brasileiras e risco ao Pix teria produzido forte reação negativa contra o senador.

“TarifLávio” cola e preocupa a oposição

Segundo os trackings internos, o apelido “TarifLávio” ganhou tração e passou a sintetizar a percepção de que o senador teria ficado ao lado de Trump em uma disputa contra interesses brasileiros. A avaliação feita por integrantes da oposição é que a narrativa se espalhou rapidamente e dificultou qualquer tentativa de reposicionamento.

O desgaste atinge um ponto sensível da campanha: a imagem de Flávio Bolsonaro como pré-candidato presidencial. Ao defender que “não são as empresas brasileiras que estão sendo tarifadas” e que “quem está sendo tarifado é o presidente Lula”, o senador acabou abrindo espaço para ataques de adversários, que passaram a acusá-lo de minimizar os efeitos econômicos da medida dos Estados Unidos.

Flávio também afirmou que a tarifa seria resultado do que chamou de “sentimento anti-americano” de Lula. Para críticos, a fala reforçou a percepção de alinhamento automático com Trump, mesmo diante de uma decisão considerada hostil aos interesses do Brasil.

Lula cresce e pode vencer no primeiro turno

Enquanto Flávio Bolsonaro enfrenta queda nos trackings, Lula teria registrado crescimento entre 2 e 4 pontos, segundo as mesmas informações de bastidores. Os novos números indicariam um cenário de vitória do presidente já no primeiro turno, caso a tendência se confirme nas próximas rodadas de pesquisas.

A melhora de Lula estaria ligada à reação do governo brasileiro ao tarifaço e à defesa da soberania nacional diante da pressão dos Estados Unidos. Nesta terça-feira, o presidente afirmou que está “esperando um telefonema de Trump” para tratar diretamente do tema.

“Você me deve uma reunião e eu devo uma pra você. Porque demos 30 dias para nossos ministros negociarem. Então, eu to esperando um telefonema seu para me explicar o que aconteceu na sua ausência e na minha ausência”, afirmou Lula.

A fala reforçou a estratégia do Planalto de apresentar o presidente como líder disposto a negociar, mas sem aceitar imposições externas que prejudiquem o Brasil.

Pix vira centro da disputa política

O envolvimento do Pix nas justificativas dos Estados Unidos adicionou um novo componente à crise. O sistema, utilizado diariamente por milhões de brasileiros, tornou-se símbolo de soberania tecnológica e inclusão financeira. A simples possibilidade de o Pix ser questionado por autoridades estadunidenses provocou reação política imediata.

Para aliados de Lula, Flávio Bolsonaro acabou se colocando em uma posição politicamente vulnerável ao tentar justificar a ofensiva de Trump. A avaliação é que qualquer ataque externo ao Pix tende a ser interpretado pela população como uma ameaça direta ao cotidiano econômico dos brasileiros.

Nos bastidores da oposição, o temor é que a crise deixe de ser apenas uma disputa diplomática ou comercial e passe a ser percebida como uma escolha entre defender o Brasil ou defender Trump. Nesse cenário, o apelido “TarifLávio” funciona como síntese do problema enfrentado pelo senador.

Foto: Ricardo Stuckert / PR

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