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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Política

PL de Valdemar Costa Neto repassou R$ 600 mil a ONG que produz documentário financiado com emendas de bolsonaristas

Está no Brasil 247

O diretório nacional do Partido Liberal (PL), presidido por Valdemar Costa Neto, destinou R$ 600 mil do fundo partidário à ONG Passos da Liberdade, sediada em Porto Alegre e comandada pelo pré-candidato a deputado estadual Rodrigo Cassol Lima (PL-RS). Segundo reportagem da Folha de São Paulo, a entidade foi contratada para prestar serviços de assessoria em comunicação institucional e produção audiovisual em Minas Gerais, ao mesmo tempo em que produz um documentário financiado por emendas parlamentares de integrantes da legenda.

A Passos da Liberdade recebeu pagamentos mensais de R$ 150 mil entre janeiro e abril deste ano. Documentos fiscais obtidos pela Folha apontam que a contratação teve como objeto a “prestação de serviços de assessoria em comunicação e de produção audiovisual no Estado de Minas Gerais”.

A ONG foi criada em 2023 e, conforme seu registro oficial, é uma associação voltada à “defesa de direitos sociais”. Paralelamente ao contrato com o partido, a entidade está finalizando o documentário “Nós”, que faz críticas a governos comunistas na Europa após a Segunda Guerra Mundial.

O projeto audiovisual, anteriormente intitulado “Genocidas”, recebeu R$ 860 mil em emendas parlamentares destinadas pelos deputados federais Mario Frias (PL-SP) e Marcos Pollon (PL-MS), além de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que perdeu o mandato em dezembro. A estreia está prevista para o dia 15 de julho, no Cine Brasília.

Produção reúne ex-integrantes do governo Bolsonaro

O documentário é dirigido por Gustavo Lopes, que ocupou o cargo de secretário nacional do Audiovisual em 2022, durante o governo Jair Bolsonaro. Antes disso, também exerceu funções na comunicação do Ministério do Trabalho e Previdência e da Casa Civil.

Rodrigo Cassol Lima atua como coprodutor e responsável jurídico da obra. Já Doriel Francisco, proprietário da Dori Filmes, aparece como corroteirista. A produtora também assinou o documentário “A Colisão dos Destinos”, lançado em maio, que retrata a trajetória política de Jair Bolsonaro desde a infância até sua chegada à Presidência da República.

Segundo o trailer divulgado pelos produtores, “Nós” teve gravações em países como Polônia, Alemanha, República Tcheca e Hungria. O filme não possui relação com Bolsonaro nem deve mencionar o ex-presidente”. Lideranças da direita deverão ser convidadas para a estreia, embora a lista de presenças ainda não tenha sido divulgada.

ONG afirma que contrato é institucional

Em nota enviada à Folha, a Passos da Liberdade confirmou a existência do contrato firmado com o PL.

A entidade afirmou que a contratação ocorreu “para a prestação de serviços de comunicação institucional, com entrega de produto audiovisual” e ressaltou que “a contratação tem natureza institucional e não se confunde com pré-campanha, campanha eleitoral, propaganda eleitoral ou promoção pessoal de qualquer dirigente da entidade”.

Sobre Rodrigo Cassol Lima, presidente da organização, a ONG declarou que “não há remuneração, honorários ou qualquer vantagem pessoal ao diretor-presidente da associação em razão desse contrato”.

A instituição também destacou que “a contratação também não possui qualquer relação com projetos executados no âmbito do Ministério da Cultura”.

Entidade nega relação com filme que envolve caso Daniel Vorcaro

A Passos da Liberdade também negou qualquer vínculo com o filme “Dark Horse”, cuja produção se tornou alvo de controvérsia após a revelação de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) solicitou recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, para financiar o projeto.

Segundo a ONG, “são iniciativas distintas, com objetos, fontes, finalidades e regimes próprios”.

Questionada sobre detalhes do contrato firmado com o PL, a entidade afirmou estar impedida de divulgar informações em razão de cláusulas contratuais.

“Por força de cláusula de confidencialidade, a associação está impedida de comentar detalhes sobre o conteúdo, formato, estratégia, cronograma ou demais elementos internos do produto contratado”, informou.

A nota conclui afirmando que “a associação reafirma que atua dentro dos limites legais e contratuais aplicáveis, mantendo a separação integral entre suas diferentes iniciativas, projetos e obrigações institucionais”.

Foto reproduzida da Internet

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