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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Está no Brasil 247
Polícia Federal aprofundou as investigações sobre os R$ 468 mil em dinheiro vivo apreendidos no ano passado em um endereço ligado ao deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder da bancada do partido na Câmara dos Deputados. Segundo reportagem publicada pelo jornal O Globo, a PF identificou uma complexa rede de empresas e pessoas que pode estar relacionada à origem dos recursos e concluiu que há contradições na versão apresentada pelo parlamentar, que alegou que o montante seria resultado da venda de um apartamento.
As novas diligências, realizadas nesta quarta-feira, decorrem do rastreamento das etiquetas bancárias encontradas junto ao dinheiro apreendido. A partir delas, os investigadores chegaram a um grupo empresarial que, segundo a PF, movimentou milhões de reais em espécie por meio de uma estrutura considerada altamente sofisticada e potencialmente destinada à ocultação da origem dos recursos.
De acordo com O Globo, os investigadores trabalham com a hipótese de que o dinheiro possa ter origem em desvios de recursos provenientes de verbas públicas, incluindo cotas parlamentares. A investigação ainda está em andamento e busca esclarecer se existe ligação direta entre os saques realizados pelo grupo empresarial e o dinheiro encontrado com Sóstenes.
Versão do deputado entrou em contradição
Quando o dinheiro foi apreendido, Sóstenes afirmou à Polícia Federal que os R$ 468 mil correspondiam ao pagamento pela venda de um imóvel localizado em Minas Gerais.
Entretanto, segundo os investigadores, as diligências realizadas até o momento não encontraram elementos que sustentassem essa explicação. O relatório da PF afirma que, inicialmente, não foi encontrada “relação aparente” entre os registros das cédulas apreendidas e a suposta negociação imobiliária, nem com pessoas ligadas à venda do imóvel mencionada pelo deputado.
Em contrapartida, o rastreamento das etiquetas bancárias levou diretamente aos integrantes da rede empresarial agora investigada.
Empresas sob suspeita movimentaram milhões em espécie
A investigação identificou duas empresas do setor da construção civil: Ejus Empreendimentos Imobiliários e Foco Engenharia e Incorporações.
As duas companhias funcionam no mesmo endereço comercial, ocupando salas distintas, e são administradas por outra empresa registrada em nome de um dos empresários investigados.
Segundo a PF, a Ejus apresenta características consideradas incomuns para uma empresa do setor: não possui funcionários formalmente registrados nem veículos em seu nome, apesar de movimentar recursos expressivos.
Os investigadores também identificaram como figura central do grupo o empresário Jonas Umbelino, descrito no relatório como responsável por uma vasta rede de empresas ligadas aos setores imobiliário e da construção civil. Sua irmã, Jecy Umbelino, aparece, segundo a PF, como responsável pela gestão financeira do conglomerado.
Mais de R$ 15 milhões sacados em dinheiro vivo
Os dados obtidos pela Polícia Federal chamaram atenção pelo volume de operações realizadas em espécie.
Apenas nas duas empresas inicialmente analisadas, foram identificados 22 saques, que somam R$ 4,7 milhões.
Quando os investigadores ampliaram a análise para todo o grupo empresarial controlado pelos irmãos, o total chegou a 81 saques em dinheiro vivo, que alcançam R$ 15.542.386.
Todos esses saques, segundo a PF, foram efetuados diretamente por Jonas ou Jecy Umbelino.
No entendimento da corporação, o elevado volume de retiradas em espécie, a proximidade entre as datas das operações e a concentração dos saques nas mesmas pessoas reforçam as suspeitas sobre a dinâmica financeira do grupo.
Suspeita de ocultação da origem dos recursos
O relatório da Polícia Federal afirma que foi identificado um “complexo arranjo de sociedades empresariais, caracterizado por saques vultosos e uma movimentação financeira de elevada complexidade”.
Para os investigadores, a estrutura pode ter sido utilizada para dificultar o rastreamento da origem do dinheiro, levantando suspeitas de lavagem de recursos e ocultação patrimonial.
As diligências autorizadas pela Justiça têm como objetivo esclarecer se os valores encontrados com Sóstenes Cavalcante são provenientes dessa rede financeira e verificar eventual utilização de recursos públicos desviados.
Deputado acumula episódios controversos
Líder do PL na Câmara e um dos principais aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro no Congresso, Sóstenes Cavalcante frequentemente protagoniza embates políticos e jurídicos. Agora, passa a figurar também no centro de uma investigação da Polícia Federal que busca esclarecer a origem de centenas de milhares de reais encontrados em espécie.
Até o momento, a investigação não resultou em denúncia criminal contra o parlamentar. A apuração segue em curso e deverá aprofundar a análise das movimentações financeiras, da estrutura societária das empresas investigadas e da origem efetiva dos recursos apreendidos com o deputado. A reportagem original é de O Globo.
Foto reproduzida da Internet
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