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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Política

Flávio Bolsonaro afasta aliados e se isola no PL. A tarefa de construir alianças foi entregue ao coordenador da campanha, Rogério Marinho, que também enfrenta críticas

Está no Brasil 247

A condução centralizadora da campanha de Flávio Bolsonaro tem afastado aliados, ampliado o isolamento do senador dentro do PL e provocado dificuldades na articulação de alianças eleitorais, relata Bela Megale no jornal O Globo.

Lideranças do partido reclamam que Flávio Bolsonaro mantém as decisões concentradas em um pequeno grupo, ouve poucos interlocutores e deixa figuras importantes da legenda fora das negociações. Até o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, teria perdido espaço na definição de acordos políticos.

A tarefa de construir alianças foi entregue ao coordenador da campanha, Rogério Marinho, que também enfrenta críticas. Integrantes do PL consideram que o senador tem demonstrado pouca habilidade para conduzir as negociações necessárias em um momento delicado para a candidatura.

Presidentes de partidos do centrão relataram a integrantes do PL dificuldades para entrar em contato com Marinho. A falta de diálogo tem agravado a insatisfação e reduzido as possibilidades de aproximação com siglas consideradas estratégicas para a disputa presidencial.

Outro ponto de divergência é a preferência de Flávio Bolsonaro pela ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques para a vaga de vice. Ela também foi escolhida como principal referência do programa econômico da campanha, no papel informalmente conhecido como “posto Ipiranga”.

Apesar do reconhecimento ao perfil técnico de Daniella Marques, integrantes do partido avaliam que sua presença na chapa teria pouco potencial para ampliar o eleitorado ou atrair o apoio de outras legendas.

O consultor estratégico Eduardo Fischer também é alvo de questionamentos internos. Aliados demonstram desconforto com a falta de experiência política do publicitário, especialmente em um cenário que exige articulação partidária e conhecimento das disputas regionais.

“Só tem professor de Deus ao lado de Flávio. A postura prepotente está deixando ele e a campanha em situação crítica”, afirmou um aliado do senador, ao resumir o ambiente de insatisfação dentro do grupo político.

A maior preocupação do PL é que o isolamento da campanha nacional prejudique as alianças nos estados. Dirigentes temem que a federação formada por PP e União Brasil adote uma posição de neutralidade e deixe de apoiar o partido em disputas importantes.

No Rio de Janeiro, principal reduto político da família Bolsonaro, a possibilidade de PP e União Brasil não acompanharem o PL é vista como um risco para a montagem do palanque estadual e para o desempenho da candidatura presidencial.

Foto: Gazeta do Povo

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