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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Política

Deputado aponta ataque coordenado de Trump e Flávio Bolsonaro às urnas

Está no Brasil 247

O deputado federal e ex-ministro Paulo Teixeira (PT-SP) denunciou neste sábado (25) uma ação articulada e internacional voltada a desacreditar o processo eleitoral do Brasil. Segundo o parlamentar, as declarações recentes do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) – pré-candidato à Presidência – atacando a segurança do sistema de votação ocorrem em sintonia direta com planos da administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para questionar a lisura das eleições no país.

Em publicação realizada na rede social X (antigo Twitter), Paulo Teixeira destacou que as atitudes da oposição bolsonarista não são isoladas e visam desestabilizar o ambiente político no pleito presidencial de 4 de outubro. “O ataque de Flávio Bolsonaro às urnas com notícias falsas desmentidas pelo TSE não foi uma coisa solta. A denúncia do Washington Post mostra uma ação coordenada entre Trump e a oposição para interferir nas eleições brasileiras. É o bolsonarismo mau perdedor e sabotador em ação”, afirmou o deputado.

Missão diplomática dos EUA sob suspeita

A reação do parlamentar petista ocorre após o Washington Post revelar que a administração de Donald Trump pretende enviar ao Brasil dois altos funcionários do Departamento de Estado norte-americano. A missão tem o objetivo de levantar dúvidas sobre a imparcialidade e a integridade do sistema eleitoral brasileiro nas semanas que antecedem a votação.

A delegação norte-americana será composta por Riley M. Barnes, secretário-assistente de Estado, e Samuel Samson, secretário-adjunto assistente do Departamento de Estado. Embora o governo dos Estados Unidos tenha confirmado a viagem da dupla ao país, a Casa Branca se recusou a divulgar a agenda de compromissos dos enviados e não respondeu aos questionamentos sobre os reais motivos e eventuais preocupações em relação ao processo eleitoral do Brasil.

A iniciativa de Washington gerou forte repúdio no meio diplomático. Dois altos diplomatas brasileiros confirmaram ter sido informados sobre a missão e classificaram a investida americana como um gesto hostil e “incompatível com as relações entre duas democracias”. Um das fontes diplomáticas ouvidas pela reportagem frisou que o governo brasileiro está determinado a “proteger nosso sistema de votação” e revelou que autoridades estudam adotar medidas legais e administrativas para impedir a entrada de Barnes e Samson no território nacional, caso se confirme a intenção de interferência no processo político interno.

Ataque de Flávio Bolsonaro e fake news da Smartmatic

A articulação internacional ganha força com as movimentações de Flávio Bolsonaro. Em recente reunião com diplomatas estrangeiros, o senador declarou que as máquinas de votação utilizadas no Brasil teriam a mesma origem das urnas da empresa venezuelana Smartmatic. Durante o encontro, o parlamentar citou supostos documentos do serviço de inteligência dos EUA que apontariam vulnerabilidades em sistemas eletrônicos e suspeitas de manipulação de resultados em pleitos na Venezuela entre 2004 e 2020, tentando vincular a empresa ao sistema brasileiro.

A investida do senador motivou a reação da Federação Brasil da Esperança (Fé Brasil) — composta por PT, PV e PCdoB —, que protocolou na quarta-feira (22) uma representação contra Flávio Bolsonaro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por difusão de desinformação e notícias falsas.

O TSE desmentiu categoricamente as alegações de Flávio Bolsonaro e reiterou que é absolutamente falsa a afirmação de que a Smartmatic forneça urnas eletrônicas ou softwares para a Justiça Eleitoral brasileira. Em nota, a Corte ressaltou que todo o projeto, concepção e administração do sistema eletrônico de votação são desenvolvidos internamente por servidores e técnicos a serviço do próprio tribunal.

A produção dos equipamentos no Brasil é realizada por empresas privadas devidamente selecionadas via licitações públicas abertas, sempre sob rigorosa coordenação direta do TSE. A Justiça Eleitoral explicou que a Smartmatic jamais participou da programação dos aparelhos ou do código-fonte, tendo sua atuação no país restrita no passado ao treinamento de pessoal para suporte técnico e prestação de serviços de transmissão de dados e voz. Em 2020, a empresa disputou a licitação para a fabricação dos novos modelos de urnas, mas foi derrotada pela Positivo.

Segurança consolidada há quase três décadas

Utilizado no Brasil desde 1996, o sistema eletrônico de votação conta com um histórico consolidado de auditabilidade e segurança. Ao longo de quase 30 anos de operação, os equipamentos foram submetidos a sucessivos Testes Públicos de Segurança (TPS) com participação de peritos independentes, acadêmicos e forças armadas, além de passarem constantemente pela observação rigorosa de missões de fiscalização nacionais e internacionais, sem que nenhuma fraude jamais tenha sido comprovada.

Foto: Reprodução/Instagram/@FlavioBolsonaro via BBC

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