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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Está no Brasil 247
O governo do presidente Lula (PT) negou o pedido de visto oficial apresentado por dois funcionários do Departamento de Estado dos Estados Unidos, que pretendiam viajar ao Brasil para realizar reuniões com autoridades eleitorais e com integrantes da oposição, confirmaram fontes em Brasília a Janaína Figueiredo, do UOL.
A missão norte-americana previa a visita de Riley M. Barnes, secretário-adjunto, e Samuel Samson, subsecretário-adjunto do Departamento de Estado americano, cujo planejamento de viagem havia sido revelado originalmente pelo jornal The Washington Post. A solicitação dos vistos deu entrada formalmente no governo brasileiro no dia 20 de julho. No final desta mesma semana, a diplomacia brasileira comunicou ao governo dos Estados Unidos a decisão de indeferir ambos os pedidos.
Entre esses movimentos, interlocutores governamentais destacaram a reunião realizada pelo candidato do PL com embaixadores em Brasília, ocasião na qual foram articuladas críticas diretas ao sistema eleitoral brasileiro. As fontes consideraram o episódio grave e preocupante, apontando que a intenção de um governo estrangeiro em tomar parte na ofensiva bolsonarista contra o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) representa uma tentativa inaceitável de ingerência.
Segundo a avaliação de autoridades consultadas em Brasília, existia uma conexão direta e clara entre a viagem planejada pelos enviados do Departamento de Estado e as recentes movimentações promovidas pela campanha do pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL). As ações da campanha do parlamentar buscam desacreditar, com base em informações falsas, a lisura do processo eleitoral no país.
A articulação internacional ocorre em um momento chave do calendário político nacional, marcado pela oficialização da candidatura de Flávio Bolsonaro, evento que conta, inclusive, com a presença do presidente da Argentina, Javier Milei, em São Paulo. O governo brasileiro identificou nesse conjunto de fatos uma operação estruturada para atacar o sistema eleitoral e as instituições do país, replicando métodos adotados por Jair Bolsonaro (PL) em 2022, mas contando agora com o respaldo direto de integrantes do governo do presidente norte-americano Donald Trump.
Além de submeter o pedido de visto para os dois altos funcionários do Departamento de Estado, a administração dos Estados Unidos fez sondagens para agendar reuniões formais com autoridades do próprio TSE. As tratativas contemplavam ainda um encontro presencial dos enviados de Washington com Flávio Bolsonaro durante o período da missão.
Diante do quadro apresentado e do risco de instrumentalização da presença estrangeira no debate político nacional, o governo brasileiro agiu rapidamente para indeferir a entrada dos diplomatas. Ficou estabelecido no diagnóstico oficial que a missão norte-americana tinha como finalidade central dar respaldo e reforçar a campanha de questionamento público sobre o processo eleitoral do Brasil.
Foto: Ricardo Stuckert
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