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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Está no Brasil 247
O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República pelo PL, anunciou formalmente a candidatura da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) ao Senado Federal pelo Distrito Federal. O anúncio ocorreu durante evento da legenda em Brasília, do qual Michelle esteve ausente sob a justificativa de ter apresentado uma crise de enxaqueca para não comparecer ao ato, relata o jornal O Estado de São Paulo.
Durante o ato político de lançamento das candidaturas da legenda na capital federal, Flávio justificou o desfalque da ex-primeira-dama e reforçou a composição da chapa local ao lado dos apoiadores presentes. “A senadora Bia Kicis, nossa senadora pelo Distrito Federal, vamos precisar muito dela aqui, gente, para a gente resgatar a nossa democracia, junto com a Michelle Bolsonaro, que é a nossa outra candidata ao Senado”, declarou o parlamentar.
Na sequência de seu discurso, o senador desejou pronta recuperação à madrasta e fez um paralelo com um problema de saúde familiar. “Eu quero desejar melhoras para a Michelle, que ela se recupere rápido. Há pouco tempo, nossa filha também teve essas enxaquecas fortes e fez o mesmo tratamento que a Michelle está fazendo, então a gente sabe o que é, e daqui a pouco ela vai estar de volta aí firme e forte para nos ajudar a resgatar esse Brasil”, disse.
Confirmação e alinhamento político por nota lida no evento
Apesar da ausência física e da impossibilidade de gravar declarações em vídeo, uma nota oficial assinada por Michelle Bolsonaro foi lida publicamente durante a convenção, chancelando a sua entrada na disputa pelas urnas nas eleições de outubro e prometendo um trabalho conjunto com Flávio na campanha.
“Sou pré-candidato ao Senado Federal e vou ajudar a edificar a nossa nação, porque governar é cuidar. O meu marido escolheu o Flávio para estar à frente dessa multidão e nós vamos caminhar juntos e a passos largos para impedir que o mal seja audacioso e continue a castigar o nosso povo”, dizia a nota enviada por Michelle.
No texto lido no ato, a ex-primeira-dama também detalhou a composição da chapa majoritária local e agradeceu ao presidente do partido. “Se Deus assim o permitir, a nossa chapa majoritária do DF, com Flávio, Celina, Bia e eu, será vencedora. Quero agradecer ao presidente Valdemar (Costa Neto, do PL) pela oportunidade que me deu à frente do PL Mulher e também pelo incentivo para que eu concorresse ao Senado”, concluiu a declaração.
Bastidores da ausência e número de urna
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), esteve presente na convenção, mas deixou o local antes mesmo da chegada de Flávio Bolsonaro. Celina justificou a razão pela qual Michelle não conseguiu participar presencialmente nem gravou mensagens para os correligionários.
“Eu ia buscá-la, mas ela tomou anestesia e estava muito sonolenta. Ela não conseguiu nem gravar um vídeo, que ela queria gravar”, afirmou Leão. No mesmo evento, a deputada federal Bia Kicis divulgou publicamente que Michelle disputará a vaga no Senado utilizando o número 222.
A convenção do PL no DF contou com a presença de lideranças, como o presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, a deputada Bia Kicis e a senadora Damares Alves (PL-DF).
Histórico de atritos públicos e divergências internas
O esperado reencontro público entre Flávio e Michelle foi frustrado, mantendo o ambiente de tensão no partido após atritos públicos provocados por divergências diretas na construção das alianças do PL, como na montagem da chapa no Ceará.
A confirmação da candidatura ocorreu após um período de fortes incertezas. Em junho, Michelle publicou um vídeo de longa duração em suas redes sociais afirmando ter sido humilhada e desrespeitada por Flávio por conta de divergências em decisões políticas do partido.
Um dos principais pontos de discórdia envolveu a articulação feita por Flávio no Ceará sem contemplar uma aliada próxima de Michelle, Priscila Costa (PL). Além disso, a ex-primeira-dama defendia o apoio do partido à candidatura do senador Eduardo Girão (Novo) ao governo cearense, ao passo que a direção do PL aprovou a coligação em prol de Ciro Gomes (PSDB), político que já fez duras críticas a Jair Bolsonaro.
Desde a publicação do vídeo por Michelle, Flávio gravou duas manifestações direcionadas à cunhada. Na primeira, afirmou que “nunca” desrespeitou, maltratou ou humilhou qualquer mulher na vida, acrescentando: “Jamais o faria com a esposa do meu próprio pai”. Já em 23 de julho, o senador veio a público pedir desculpas à ex-primeira-dama, argumentando que os atritos entre ambos estavam sendo explorados por adversários políticos.
A consolidação da candidatura no Distrito Federal também ocorre sob a pressão dos levantamentos eleitorais. Conforme dados da Paraná Pesquisas divulgados em 20 de julho, Michelle aparece atrás da senadora Leila do Vôlei nas intenções de voto para o Senado no DF.
Foto: Instagran
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