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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Está no portal Fórum
Uma informação bombástica divulgada pelo jornalista Reinaldo Azevedo, em seu programa na Band, aumenta as suspeitas sobre a atuação do ministro Kassio Nunes Marques, que vem favorecendo Flávio Bolsonaro (PL) em uma série de decisões na Presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na condução da corte nessas eleições.
Na quarta-feira (5), Azevedo afirmou ter apurado que “Nunes Marques resolveu entrar para tentar botar o PP na aliança com o Flávio”.
A informação encontra eco nas sucessivas decisões de Nunes Marques, que à frente do TSE mudou regras para concentrar o poder em processos na corte e tem assumido a relatoria, em dobradinha com André Mendonça, vice-presidente da corte, de ações sensíveis a Flávio Bolsonaro.
A suposta intermediação com o Progressistas também encontra eco na vida pregressa de Nunes Marques, que era tratado como “nosso Kássio” por Ciro Nogueira e foi alçado ao Supremo Tribunal Federal (STF) por Jair Bolsonaro após lobby entre o presidente do Progressistas e o filho “01” do ex-presidente.
“Nosso Kassio é uma figura respeitadíssima no mundo jurídico. Tenho certeza de que vai chegar aos tribunais superiores: ou STJ (Superior Tribunal de Justiça) ou Supremo”, disse Ciro Nogueira em junho de 2019.
Lobby para o STF
Nunes Marques entrou para a magistratura pela Justiça Eleitoral. Em maio de 2008, ele foi indicado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Piauí para vaga destinada a advogado como juiz do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI).
Três anos depois, em maio de 2011, assumiu o cargo de desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), indicado em lista sêxtupla pela Ordem dos Advogados do Brasil após a aposentadoria do desembargador Carlos Fernando Mathias de Souza.
Vice presidente do Tribunal entre 2018 e 2020, Nunes Marques iniciou o lobby com pretensões de assumir uma cadeira no STJ.
No entanto, em maio às articulações, foi apresentado a Flávio Bolsonaro pela desembargadora federal Maria do Carmo Cardoso, amiga do senador, com quem trabalhou no TRF-1. A aproximação contou com a ajuda do advogado Frederick Wasseff, o mesmo que escondeu Fabrício Queiroz, pivô das rachadinhas, em seu sítio em Atibaia, no interior paulista.
Bem impressionado com o então desembargador, Flávio Bolsonaro teria articulado com o presidente do PP, Ciro Nogueira para que ele apadrinhasse a indicação do conterrâneo piauiense ao STF.
O objetivo de Flávio Bolsonaro seria colocar alguém de confiança nas cortes superiores com o avanço das investigações de corrupção das rachadinha. O senador, no entanto, conseguiu derrubar a investigação no STJ, com a atuação de João Otávio de Noronha, que travou a denúncia em agosto de 2021.
À época, ainda em 2020, o gesto de Flávio foi visto por Nogueira como uma sinalização de Bolsonaro em favor do Centrão. Um ano depois, ele assumiria a Casa Civil do ex-governo, atuando como “presidente de fato” enquanto o ex-presidente promovia motociatas e se ocupava da reeleição e do possível golpe caso perdesse a eleição.
Foto reproduzida da Internet
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