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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Está no Brasil 247
A entrada do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) na campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República tem sido marcada por ruídos e divergências de estratégia. Mesmo tendo voltado a dividir agendas e gravar conteúdos ao lado do candidato a presidente após meses de distanciamento e cobranças públicas de integrantes da família Bolsonaro, o parlamentar mineiro mantém a construção de um projeto político próprio. A iniciativa, que envolve o apoio a uma rede de candidaturas pelo país — muitas das quais não se restringem ao seu partido e colidem com os nomes preferidos do clã —, provocou atritos com aliados de Flávio, informa o jornal O Globo.
A movimentação de Nikolas consiste na montagem de um grupo que ele próprio denomina de “exército”. A meta declarada do deputado é eleger ao menos dez representantes para a Câmara dos Deputados em diversos estados e nove deputados estaduais na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Para viabilizar a empreitada, os escolhidos passaram dias em Brasília e Belo Horizonte gravando materiais de propaganda, receberam um kit padronizado de divulgação e têm se apresentado ativamente nas redes sociais como “candidatos do Nikolas”.
A estratégia gerou incômodo no núcleo da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, que planejava utilizar a forte capacidade de mobilização digital e de transferência de votos do parlamentar para alavancar diretamente a candidatura ao Planalto. Ao invés disso, Nikolas tem atuado para converter seu alcance em capital político próprio, estruturando uma base de apoio leal que poderá garantir a ele um papel de padrinho político de relevância a partir de 2027.
Choques em Minas Gerais e alianças para o Senado
As divergências ficaram visíveis em seu próprio reduto eleitoral, em Minas Gerais. Nikolas travou um embate com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, para vetar a filiação do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha à legenda e impedir sua inclusão na chapa proporcional mineira. Flávio Bolsonaro, por outro lado, adotou postura oposta e gravou um vídeo pedindo votos abertamente para Cunha, que acabou se filiando ao Republicanos.
Na disputa pelo Senado no estado, o desalinhamento também se repete. Enquanto Nikolas apoia Domingos Sávio (PL) para a primeira vaga e incluiu Marco Antônio Superman (Novo) como opção na sua recomendação de voto, a equipe de Flávio tem buscado aproximação com o senador Carlos Viana (PSD), ex-presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do INSS e aliado de Alfredo Gaspar (PL), candidato a vice-presidente na chapa do senador fluminense.
Mudança de postura no estado e divergências nacionais
A atuação para a Assembleia Legislativa mineira sinaliza uma alteração em relação ao pleito de 2022, quando Nikolas concentrou seu apoio quase exclusivo na candidatura do hoje deputado estadual Bruno Engler (PL). Desta vez, o parlamentar pulverizou sua chancela entre nove nomes. De acordo com o presidente do PL em Minas Gerais, Zé Vitor, a medida visa fortalecer a chapa proporcional do partido, justificando que a ampliação dos apoios decorre de parcerias e da expansão das relações políticas formadas por Nikolas em todo o estado.
No âmbito nacional, o grupo montado pelo deputado ultrapassa as fronteiras da sua legenda e abrange candidatos do Novo, PP e Republicanos. Entre os nomes promovidos por Nikolas para a Câmara dos Deputados estão Pedro Pôncio (Novo) em São Paulo, Guilherme Kilter (Novo) no Paraná, Hiago Stock (Novo) no Rio Grande do Sul, Sanches da Federal (PP) em Goiás e Athally Albuquerque (Republicanos) em Roraima.
Em vários desses locais, a indicação de Nikolas entra em rota de colisão direta com os interesses da família Bolsonaro. Em Goiás, por exemplo, o presidenciável Flávio Bolsonaro faz campanha para o Major Vitor Hugo (PL), antigo aliado de Jair Bolsonaro, enquanto Nikolas trabalha em prol de Sanches da Federal.
A autonomia demonstrada pelo deputado mineiro gerou atrito também em Santa Catarina, estado considerado estratégico pela família do ex-presidente devido à candidatura de Carlos Bolsonaro (PL) ao Senado. Nikolas manteve sua proximidade e aliança com a deputada estadual Ana Campagnolo (PL), mesmo após ela se recusar a gravar vídeos em apoio a Carlos e ser cobrada publicamente por Flávio.
Foto reproduzida da Internet
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