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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) decidiu reduzir a presença do chamado “caso Master” no horário eleitoral gratuito nesta reta final do primeiro turno das eleições, após o surgimento de novas revelações sobre as suas ligações com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o financiamento do filme Dark Horse. A orientação é focar os programas de rádio e televisão em pautas como economia, endividamento das famílias e segurança pública, concentrando a contraofensiva sobre o escândalo financeiro principalmente nas redes sociais, informa o jornal O Globo.
A mudança estratégica foi definida com base em pesquisas qualitativas encomendadas pela equipe do candidato. De acordo com integrantes da campanha, os levantamentos internos demonstraram um efeito limitado da troca de acusações sobre o banco Master entre eleitores menos engajados no debate político, enquanto temas diretamente ligados ao cotidiano geraram maior receptividade.
A decisão estabelece uma divisão clara de atuação para cada meio de comunicação. Na avaliação de auxiliares de Flávio, a televisão deve ser empregada para atingir o eleitor menos engajado politicamente, que responde melhor a questões concretas do dia a dia. Por outro lado, as redes sociais continuarão sendo utilizadas como espaço de resposta rápida, contra-ataque e mobilização da base diante das notícias sobre o caso Master.
Novas revelações e tentativas de contato antes da prisão de Vorcaro
A reformulação da estratégia ocorre mesmo após duas novas informações sobre a relação entre o senador e Daniel Vorcaro virem a público. O jornal O Estado de São Paulo revelou que Flávio tentou falar diretamente com o então dono do Master em cada um dos quatro dias que antecederam a prisão do banqueiro, ocorrida em novembro do ano passado. Mensagens e registros de chamadas encontrados pela Polícia Federal no celular de Vorcaro indicam tentativas de contato entre os dias 13 e 16 daquele mês.
Na véspera da prisão, depois de Vorcaro informar que estava na igreja e que ligaria posteriormente, Flávio afirmou que estaria ao lado dele e pediu que o banqueiro lhe desse “uma luz”. Vorcaro foi preso no dia seguinte, em 17 de novembro de 2025, no Aeroporto Internacional de Guarulhos. O material obtido pela Polícia Federal abrange três meses de conversas entre os dois e cita pelo menos seis encontros, embora os registros não permitam confirmar se todas as reuniões de fato ocorreram.
Além disso, reportagem do jornal O Globo revelou que Flávio viajou, em janeiro de 2025, acompanhado da esposa e das duas filhas em um jatinho que tinha entre seus cotistas uma empresa da qual Vorcaro era sócio. O voo partiu de Fort Lauderdale, nos Estados Unidos, com destino a Brasília.
A sequência de fatos aprofunda uma crise que já havia atingido a campanha por causa do caso Dark Horse. A divulgação de informações sobre contatos entre Flávio e Vorcaro relacionados ao financiamento do filme sobre Jair Bolsonaro (PL) desencadeou turbulências na candidatura e levou o senador a prestar esclarecimentos públicos sobre sua relação com o ex-banqueiro. Desde então, novos desdobramentos vêm sendo administrados por seu entorno sob a avaliação de que o episódio já é de conhecimento do eleitorado.
Explicações sobre a viagem e o episódio do jatinho
Em declaração ao jornal O Globo, Flávio Bolsonaro afirmou que não sabia da participação de uma empresa ligada a Vorcaro na propriedade compartilhada da aeronave e declarou que, para ele, o avião pertencia ao advogado Willer Tomaz, seu amigo pessoal e também cotista do jato.
“Na época, o avião era do Willer. Tive zero contato com Vorcaro. Fizemos uma viagem em família, mais nada. O avião era dele”, declarou o candidato. Questionado sobre a presença da empresa do ex-banqueiro na estrutura societária da aeronave, Flávio insistiu: “Para mim, o avião era do Willer. Qualquer coisa além disso é distorção da realidade”.
O uso do jatinho já havia entrado no centro do debate eleitoral por outro motivo. O jornal O Globo revelou imagens do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, desembarcando da mesma aeronave no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, em agosto de 2025. O episódio foi explorado por Flávio nas redes sociais, e sua equipe chegou a avaliar a veiculação das imagens na propaganda de televisão.
A revelação de que o próprio candidato também havia viajado no avião provocou uma autocrítica reservada entre seus aliados. Integrantes da equipe reconhecem que Flávio se precipitou ao realizar um ataque contundente contra o ministro do STF sem antes conhecer o histórico completo de proprietários da aeronave, o que abriu margem para a reação dos adversários.
Apesar disso, interlocutores da campanha fazem uma distinção entre os dois episódios, argumentando que Flávio viajou a convite de Willer Tomaz — amigo do candidato e cotista da aeronave —, enquanto sustentam que o convite a Alexandre de Moraes teria partido de Vorcaro.
Economia, segurança e o cenário eleitoral na reta final
Apesar dos desdobramentos, auxiliares do candidato afirmam haver relativa tranquilidade quanto ao impacto político das revelações e avaliam que o escândalo já está, em grande medida, “precificado”. A leitura interna é que responder a cada fato na televisão consumiria um tempo valioso que pode ser utilizado para captar votos ainda em disputa.
Entre as peças publicitárias preparadas para os próximos dias está um programa que classifica o presidente Lula (PT) como suposto “pai do Tigrinho”, explorando o endividamento decorrente de apostas on-line. Uma inserção com esse teor foi exibida na quinta-feira (24), dentro da estratégia de relacionar a regulamentação das apostas ao crescimento das dívidas das famílias. A segurança pública também ganhará espaço relevante nos últimos programas do primeiro turno.
Paralelamente, o caso Master continuará sendo explorado como linha de confronto contra o governo nas plataformas digitais. A equipe pretende manter a utilização do slogan “Lula é Master” e concentrar na internet as respostas às investidas dos adversários.
A conquista do eleitorado indeciso é vista como crucial para o resultado. Conforme dados da mais recente pesquisa do instituto Quaest, 8% dos eleitores se declaram indecisos a poucos dias da votação, índice que representa o dobro da diferença entre os dois primeiros colocados nas intenções de voto, nas quais Lula soma 37% e Flávio Bolsonaro registra 33%.
Fotos reproduzidas da Internet
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