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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Está no Brasil 247
Uma eventual vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições presidenciais pode representar um risco real de degradação das instituições e retrocesso democrático no Brasil, caso o parlamentar adote a mesma conduta autoritária praticada por seu pai, Jair Bolsonaro (PL). O alerta foi feito pelo secretário-geral do Instituto Internacional pela Democracia e Auxílio Eleitoral (Idea), Kevin Casas-Zamora, em entrevista concedida à Folha de São Paulo.
A análise integra as reflexões do relatório deste ano elaborado pela organização intergovernamental sediada na Suécia, responsável por monitorar a saúde das democracias pelo mundo. Segundo Casas-Zamora, o avanço eleitoral da extrema direita é um movimento fruto da vontade popular e legítimo dentro do jogo democrático. A ameaça concreta, no entanto, manifesta-se quando esses grupos chegam ao governo e passam a desacreditar os mecanismos formais de controle sobre o exercício do poder.
O especialista costarriquenho destacou que o negacionismo eleitoral se converteu em uma verdadeira pandemia global nos últimos cinco anos, tendo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como o “paciente zero”. De acordo com o estudo do Idea, a erosão promovida por Trump no sistema norte-americano influenciou diretamente eventos em outros países, estabelecendo um nexo direto entre a invasão do Capitólio, em Washington, no início de 2021, e os atos antidemocráticos cometidos no dia 8 de janeiro de 2023 em Brasília.
O relatório do Idea indica que, apesar das ameaças, o Brasil apresentou uma melhora nos seus índices democráticos entre 2025 e 2026, avançando 12 posições na categoria dedicada aos “direitos”. Conforme explicou Casas-Zamora, esse avanço é reflexo de um “efeito rebote”, motivado pela recuperação das instituições após a forte queda registrada durante o governo de Jair Bolsonaro, período marcado por ataques sistemáticos à liberdade de imprensa, à independência dos juízes e à credibilidade das urnas eletrônicas.
Ao avaliar a atuação do Judiciário brasileiro frente às pressões da extrema direita, o diretor do Idea ressaltou que o Supremo Tribunal Federal (STF) cumpriu um papel determinante para resguardar a integridade das eleições. Casas-Zamora defendeu que o país serve de exemplo internacional ao demonstrar que acusações infundadas contra a democracia devem gerar custos políticos reais a quem as promove.
O especialista apontou ainda uma ingerência estrangeira direta por parte do governo de Donald Trump nos rumos da política latino-americana e brasileira, manifestada por meio do apoio aberto a candidaturas de extrema direita, interferências em processos judiciais e pressões diplomáticas. Contudo, ele pontuou que, na ausência de provas cabais de que a conduta dos eleitores foi diretamente alterada por essa intervenção, a premissa é de que o processo eleitoral no Brasil permanece aberto e transparente.
Foto reproduzida da Internet
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