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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

por Márcia Carmo, no Brasil 247
As gestões dos presidentes da Argentina, Javier Milei, e do Chile, José Antonio Kast, têm em comum, hoje, os resultados negativos dos desempenhos econômicos nos dois países. E ainda a impopularidade dos dois presidentes.
Recessão
Na semana passada, o Indec (equivalente ao IBGE) informou que a
economia argentina caiu quase 3% (2,9%) no mês de julho em relação ao mês anterior, junho. O comércio encolheu 5,1% e a indústria 4,6%. A retração da economia argentina foi de 1,4% na comparação com julho do ano passado. Para economistas, a Argentina pode ter entrado na espiral de recessão. Na sexta-feira, o JP Morgan, por exemplo, corrigiu de 2,7% para 1,5% a perspectiva de crescimento da economia argentina neste ano e informou à sua rede de clientes que a Argentina entrará em recessão no próximo trimestre do ano, como informou a imprensa local. Como observou uma fonte da área econômica de Buenos Aires, a fórmula de Milei para a economia começa a gerar desconfiança até entre os que comungam ou simpatizam com suas ideias. Motivos: a esperada enxurrada de investimentos externos não chega, apesar do severo ajuste, e o consumo não decola. Também na semana passada, o Indec informou que a pobreza aumentou de 28,2% para 32,3% no primeiro semestre.
Milei argumenta
Com cerca de 30% a 35% de apoio popular, dependendo da pesquisa de opinião, Milei começou a dizer que a economia vai dar bons resultados em 2028. Ou seja, depois da eleição presidencial de 2027, ano que vem, quando claramente buscará a reeleição, apesar da sua impopularidade e da realidade econômica e social do país.
Chile
No domingo, a pesquisa chilena Pulso Ciudadano mostrou que o presidente Kast tem apenas 28,2% de aprovação e sua rejeição chega a quase 60% (57,6%). Os números são similares a de outros levantamentos, como o da Cadem, também de Santiago. Pelo menos dois fatos afetam a imagem de Kast que tem pouco mais de seis meses de governo: a queda da economia e a preocupação com a segurança pública. Além da falta de empatia aos problemas sociais, como observam líderes da esquerda chilena. Com a contagem regressiva para a eleição brasileira, estas realidades dos governos da extrema-direita poderiam ser mais e mais difundidas…
*Márcia Carmo é jornalista e correspondente do Brasil 247 na Argentina. Mestra em Estudos Latino-Americanos (Unsam, de Buenos Aires), autora do livro ‘América do Sul’ (editora DBA)
Foto reproduzida da Internet
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