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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

por Ricardo Noblat, em seu Blog
Ela pode até não saber, mas metade dos brasileiros que votaram ontem para presidente da República se sente representada por um governo extremista, fundamentalista e fascista. Apenas isso.
Nas democracias, perdem-se eleições. Numa eleição, o que não se pode perder é a democracia. Se tal coisa não faz diferença para metade dos brasileiros, sinto muito, mas para a outra metade faz..
Não se pode dizer democrata quem chama golpe militar de revolução e tentativa de golpe de baderna. Democrata não é quem assiste calado a atos que desqualificam o processo eleitoral.
Tampouco é honesto quem se apropria de dinheiro público destinado ao pagamento de servidores, compra imóveis abaixo dos preços cobrados pelo mercado e aceita doações para equipá-los.
Como confiar em quem é ligado ao crime organizado, condecora assassinos de aluguel e defende o direito de a polícia matar a rodo bandidos ou simples suspeitos de bandidagem?
Pode ser tudo, menos patriota, quem bate à porta de governos estrangeiros e hipoteca os interesses do seu próprio país em troca de ajuda para vencer uma eleição. Na verdade, é um entreguista.
Investigado por evasão de divisas, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa, Flávio Bolsonaro, até que prove sua inocência, não merece ocupar nenhum cargo público.
O tsunami que varreu o Brasil, produzindo muitos estragos ao final do primeiro turno das eleições gerais deste ano, não foi provocado pela direita, mas pelo que há de pior na direita.
Flávio atraiu 47,03% dos votos válidos contra os 45,16% de Lula, uma diferença de 1,87 ponto percentual. Sua vantagem crescerá quando órfãos dos demais candidatos migrarem para seu lado.
A política é regida por leis informais. Uma delas: candidato a presidente que vai para o segundo turno atrás do vencedor do primeiro está condenado à derrota. Esse é o maior desafio de Lula.
Mas leis informais existem para ser quebradas. Aconteceu em 2022: presidente candidato à reeleição nunca perde. Jair Bolsonaro perdeu no segundo turno por 1,80 ponto percentual.
Fotos reproduzidas da Internet
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