O blog cria um novo espaço pra relembrar causos e editoriais, clique aqui para acessar o e-book.
Arquivos
Links Rápidos
Categorias
E-book
O blog cria um novo espaço pra relembrar causos e editoriais, clique aqui para acessar o e-book.
Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Está no Brasil 247
As mensagens extraídas do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, não apresentam registros de pagamentos ou patrocínios para o documentário sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), dirigido pelo cineasta Oliver Stone. A ausência de referências financeiras ao projeto contrasta com um áudio divulgado nesta sexta-feira (9), no qual Vorcaro afirma ter financiado a produção. A informação sobre o conteúdo do aparelho foi publicada pelo UOL, que analisou os dados apreendidos pela Polícia Federal (PF).
O material examinado reúne comunicações de julho de 2012 a 17 de novembro de 2025, quando Vorcaro foi preso pela primeira vez. O intervalo inclui a produção do documentário, realizada entre 2022 e 2023, e seu lançamento, em maio de 2024. Embora o celular contenha conversas sobre investimentos em filmes relacionados aos ex-presidentes Jair Bolsonaro e Michel Temer, não foram identificadas mensagens que comprovem transferências para a obra sobre Lula.
A controvérsia surgiu após a revista Veja publicar uma gravação atribuída a Vorcaro. No áudio, ele afirma: “O filme do Lula eu coloquei acho que até mais [que no filme sobre Jair Bolsonaro]. Só que o do Lula foi por fora, foi errado”.
A revista também informou que um documento apresentado à Procuradoria-Geral da República (PGR), em junho, mencionaria aproximadamente R$ 30 milhões em espécie destinados ao documentário, além de supostos pagamentos ao Instituto Lula. Segundo a publicação, Vorcaro teria oferecido mensagens de WhatsApp e registros de pessoas responsáveis pela retirada dos valores como elementos de comprovação.
A existência desse documento, entretanto, é contestada por integrantes da PGR e da Polícia Federal ouvidos pelo UOL. Essas fontes afirmaram desconhecer tanto o material quanto a gravação divulgada pela revista. Também atribuíram a divulgação das acusações a uma tentativa da defesa do ex-banqueiro de interferir na disputa eleitoral.
A PGR informou oficialmente que não realizou depoimento oral de Vorcaro e que as negociações sobre eventual colaboração premiada ocorreram exclusivamente por intermédio de seus advogados.
Em nota, a Procuradoria declarou: “Todas as propostas formalizadas pela defesa foram recebidas na forma como livremente elaboradas por ela, sem juízo nem recusas prévias. Não houve interlocução direta do senhor Vorcaro com qualquer representante da PGR.”
O advogado Daniel Bialski, responsável pela defesa de Vorcaro desde agosto, afirmou ao UOL que desconhece o suposto documento entregue à Procuradoria em junho e a gravação publicada pela Veja. “Nunca soube dessa história”, declarou.
Propostas de delação apresentam divergências
As três propostas de colaboração premiada apresentadas pela defesa de Vorcaro, às quais o UOL teve acesso, não incluem o documento mencionado pela Veja.
A primeira proposta, encaminhada à PF e à PGR no início de maio, não fazia referências ao documentário de Lula nem ao filme sobre Bolsonaro.
A situação mudou na segunda versão, apresentada em junho. Nesse documento, Vorcaro incluiu informações sobre Dark Horse, produção cinematográfica relacionada a Jair Bolsonaro, e afirmou que também havia patrocinado filmes sobre Michel Temer e Lula, sem divulgar publicamente sua participação.
O relato escrito apresenta os supostos financiamentos como patrocínios. Já na gravação divulgada pela Veja, Vorcaro diferencia as operações ao afirmar: “O do Flávio não foi [por fora], porque foi patrocínio, foi patrocínio normal”.
Há também divergência entre os valores mencionados. No áudio, o ex-banqueiro sugere que teria investido no documentário de Lula uma quantia superior à destinada ao projeto sobre Bolsonaro, que, segundo a Veja, recebeu mais de R$ 60 milhões. O documento citado pela revista, por sua vez, menciona aproximadamente R$ 30 milhões para a produção sobre o petista.
A PGR rejeitou a segunda proposta de colaboração em junho, depois que a Polícia Federal avaliou que o documento não apresentava informações novas em relação às evidências já apreendidas.
Conversas registram negociações sobre filmes de Bolsonaro e Temer
O conteúdo do celular de Vorcaro apresenta referências mais específicas às produções cinematográficas relacionadas a Bolsonaro e Temer.
Em conversas com o cunhado Fabiano Zettel, o ex-banqueiro discutiu remessas de recursos em dólares para Dark Horse. Em janeiro de 2025, Vorcaro escreveu: “Esse é o mais importante disparado. Não pode falhar mais”.
Uma investigação publicada pelo Intercept Brasil em maio apontou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negociou US$ 24 milhões com Vorcaro para financiar o filme sobre seu pai. Segundo o veículo, pelo menos US$ 10,6 milhões foram efetivamente pagos.
As mensagens também registram conversas sobre uma produção dedicada a Michel Temer. Em novembro de 2023, Zettel perguntou qual empresa seria responsável pelo projeto. Vorcaro indicou uma companhia e acrescentou: “Mas não queremos logo. Nada. Só participar”.
No caso do filme de Oliver Stone, a única referência identificada no celular é uma conversa com o advogado Walfrido Warde, ocorrida na véspera do segundo turno presidencial de 2022.
Warde enviou fotografias de uma entrevista concedida para a produção e escreveu: “Falei tudo. Em ingres [sic]. Filme do Oliver Stone”. Vorcaro respondeu: “Toppp”.
A troca de mensagens não contém referência a valores, contratos ou pagamentos destinados ao documentário.
Produtores negam financiamento e Lula anuncia ações judiciais
Os responsáveis pelo documentário já haviam negado qualquer participação financeira de Vorcaro na produção. A manifestação ocorreu em maio, depois que o jornalista Lauro Jardim, de O Globo, divulgou informações sobre um possível patrocínio.
Na ocasião, os produtores afirmaram que “não houve quaisquer recebimentos de recursos, investimentos, patrocínios ou contribuições de qualquer natureza originados a partir de negociações com Daniel Vorcaro, com o Banco Master ou de qualquer empresa ou fundo a eles associados”.
A campanha de Lula também rejeitou as acusações divulgadas pela Veja, classificando o conteúdo como uma “grande farsa montada por Flávio Bolsonaro e Vorcaro”.
A defesa do presidente anunciou cinco medidas em resposta à publicação. Entre as providências divulgadas estão um pedido à Polícia Federal para investigar a autenticidade das declarações atribuídas ao ex-banqueiro, uma queixa-crime contra Vorcaro e uma ação de indenização contra a revista.
Lula também negou ter recebido recursos do empresário. Em declaração à Veja, afirmou que “jamais solicitou ou recebeu qualquer vantagem financeira nem autorizou terceiros a receber recursos de Vorcaro em seu nome”.
Fotos reproduzidas da Internet
Deixe uma resposta