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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Está na Fórum
presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recorreu ao bom humor e a uma partida de truco para responder às condições impostas por Flávio Bolsonaro (PL) para a abertura dos sigilos bancário, fiscal e eletrônico dos dois candidatos à presidência. Durante ato de campanha em Belo Horizonte, na noite desta quarta-feira (21), Lula ironizou as exigências apresentadas pelo adversário e deixou claro que não pretende recuar do confronto.
“Hoje ele inventou um monte de mentiras e trucou 6. Eu vou meter um 9 na cara dele amanhã. Ele não tem nenhuma carta boa, só tem mentira. As cartas dele são todas falsas”, disparou o presidente, em referência à tentativa de Flávio de impor novas condições ao desafio lançado durante o debate da TV Band, no último domingo (18).
Na linguagem do truco, Lula deixou claro que está disposto a aumentar a aposta. Em tom descontraído, o presidente ainda brincou com a própria experiência no jogo e afirmou ter cartas suficientes para vencer a disputa com o senador.
“Eu tô com zap, sete de espadas, sete de copas e ouro e ainda tenho um três na reserva. Ele vai saber o que é um campeão de truco que aprendeu a jogar com o povo mineiro”, completou Lula, arrancando a discussão sobre a quebra dos sigilos do terreno jurídico e levando-a para a linguagem popular.
A provocação ocorreu horas depois de a campanha petista anunciar que aceitará integralmente as 19 exigências apresentadas por Flávio Bolsonaro, desde que o senador também autorize a abertura dos próprios sigilos e daqueles incluídos no desafio original do presidente.
Lula aceita todas as exigências e aumenta pressão sobre Flávio
A decisão foi anunciada pelo coordenador político da campanha de Lula, senador Camilo Santana (PT-CE), em coletiva de imprensa realizada em Brasília. Segundo ele, a equipe jurídica protocolará a resposta formal no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 11h desta quinta-feira (22), mesmo horário estabelecido como prazo para que Flávio responda à proposta original do petista.
“O presidente não se opõe a absolutamente nada do que ele está propondo, contanto que ele também cumpra e abra tudo o que estava pedindo e que o presidente protocolou no TSE”, afirmou Camilo.
O coordenador classificou as exigências de Flávio como uma “manobra” para dificultar a abertura dos sigilos, mas ressaltou que Lula está disposto a aceitar todas elas. “Se não tem nada a dever, que ele cumpra o que o presidente propôs”, cobrou.
Entre as condições apresentadas pelo filho de Jair Bolsonaro estão a divulgação dos gastos com cartões corporativos da Presidência desde janeiro de 2023, informações sobre a agenda da primeira-dama Janja Lula da Silva anterior a fevereiro de 2025, registros de visitas dos filhos de Lula ao Palácio da Alvorada, despesas da residência oficial e uso de helicópteros.
Flávio também exigiu a inclusão de dados do ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, além da ampliação da abertura de sigilos para empresas dos filhos do presidente, especialmente de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
Desafio de Lula começou no debate da Band
A disputa teve início no debate presidencial de domingo (18), quando Lula desafiou Flávio Bolsonaro a tornar públicas suas informações financeiras. Na terça-feira (20), o presidente formalizou no TSE a autorização para abertura de seus sigilos bancário, fiscal e eletrônico dos últimos oito anos, incluindo familiares, sob a condição de que o adversário adotasse a mesma medida.
O pedido também abrange informações financeiras de Jair Bolsonaro, Rogéria Bolsonaro, Carlos, Eduardo, Jair Renan e Fernanda Bolsonaro, além de empresas ligadas diretamente ao senador, como Flávio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia, All In One Corretora de Seguros Ltda, Bravo Grafeno Tecnologia e Inovação Ltda e Bolsonaro Digital Ltda.
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) também entrou na discussão e defendeu maior transparência para ocupantes de cargos públicos. “Eu acho até que quem é eleito presidente e vice-presidente não devia ter sigilo, nem fiscal nem bancário nem telefônico. Vida pública é pública, tem que ser transparente. Quem quer ter vida privada vai cuidar do setor privado”, declarou.
Alckmin avaliou que as 19 condições apresentadas por Flávio indicam que o senador, na prática, não pretende tornar seus dados públicos.
Com a aceitação integral das exigências pela campanha petista, a pressão se concentra agora sobre Flávio Bolsonaro. O senador terá de decidir se aceita abrir os próprios sigilos nos termos propostos por Lula ou se mantém os obstáculos ao desafio.
Foto: Ricardo Stuckert
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