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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
É hora dos governadoráveis assumirem os presidenciáveis!
Com a aproximação do programa eleitoral no rádio e na televisão os candidatos a governador necessariamente terão que assumir suas posições, sobretudo, com relação a quem apóiam para presidente da República. Não tem como evitar ou se esquivar disso. O eleitor não é burro, pode até ser “ignorante” no aspecto de ser culto, mas burro ele não é.
Sendo assim, ao iniciar o programa eleitoral quem está com Dilma Ruosseff (PT) vai dizer, claro, que apóia sua candidatura a sucessão do presidente Lula. Quem está com José Serra (PSDB), também não pode fugir a regra. Com Marina Silva (PV) idem. Cito os três candidatos porque são os melhores posicionados nas pesquisas de intenção de voto.
O candidato tucano, porém, enfrenta um desafio. Como está em queda nas pesquisas os governadoráveis que lhe apóiam estavam querendo evitar a ligação com sua candidatura. E isso vinha ocorrendo no próprio reduto tucano, Minas Gerais, onde o candidato a governador Antonio Anastasia (PSDB), que vem em segundo lugar nas avaliações sobre intenção de voto, assim como o ex-governador Aécio Neves (PSDB), candidato ao Senado, estavam evitando colar em Serra. Foi preciso uma chave-de-roda na tucanagem mineira para que eles assumam a candidatura Serra – ver post Chave-de-roda ou sei lá o que?
Pois muito bem: É chegada a hora da “onça beber água”, como diria o matuto. No programa eleitoral certamente os candidatos que apóiam Dilma vão fazer questão de que ela apareça ao lado deles, assim como o presidente Lula, sem dúvida nenhuma hoje o maior cabo eleitoral neste país. E, claro, tanto Dilma quanto Lula vão pedir votos ao eleitor para os governadoráveis que fazem parte da base aliada do governo.
E quanto a Serra? É hora dos candidatos a governador que apóiam a candidatura tucana à Presidência da República também assumirem e colarem no homem. Mas será que do ponto de vista do marketing eleitoral um candidato que está em queda soma? Eís a grande dúvida dos marqueteiros dos candidatos que apóiam o tucano, acredito. Evitar pôr Serra no vídeo ao lado deles – dos governadoráveis – também não é lá uma boa ideia. Isso consolida a tese de que eles estariam evitando mesmo colar em Serra.
Sendo assim, e até pelo fato do PSDB vir pressionando, os governadoráveis que apóiam José Serra vaõ ter mesmo que carregar “essa mala”. Se não houver desgaste perante o eleitor, ótimo para quem está na frente na corrida sucessória nos estados – caso da senadora Rosalba Ciarlini (DEM), no Rio Grande do Norte. Mas, se acaso o efeito for contrário, como agirá o marqueting nessa hora? Evitará estar colocando Serra no ar, e nos baners de campanha? A conferir!
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