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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Está no Brasil 247
Integrantes da cúpula do Partido Liberal (PL) e aliados próximos do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) intensificaram, nesta segunda-feira (26), as articulações para convencer o senador a reconhecer a derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais. A movimentação ocorre após o candidato derrotado anunciar que não aceita o resultado divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e que pretende solicitar a anulação do pleito.
Segundo a coluna da jornalista Bela Megale, no jornal O Globo, uma parcela expressiva das lideranças do PL avalia que a postura adotada por Flávio Bolsonaro representa um erro político e pode provocar consequências negativas para a legenda. O principal argumento dos dirigentes é a diferença de 4,4 milhões de votos obtida por Lula, considerada suficientemente ampla para esvaziar uma tentativa de contestação do resultado eleitoral.
A insatisfação começou ainda durante a apuração dos votos, quando dirigentes que acompanhavam a campanha esperavam uma manifestação mais moderada do senador. De acordo com a publicação, Flávio Bolsonaro recebeu orientações para reconhecer a vitória do adversário e, ao mesmo tempo, defender a investigação das circunstâncias que levaram à ampliação do horário de votação.
O candidato, entretanto, contrariou os conselhos recebidos. Em seu primeiro pronunciamento após a confirmação da vitória de Lula, optou por questionar a legitimidade do resultado e anunciar a intenção de pedir a anulação das eleições, aprofundando as divergências entre seus apoiadores.
A reação provocou preocupação entre dirigentes que defendem uma transição política sem novos confrontos com a Justiça Eleitoral. Para esse grupo, insistir na contestação das urnas, diante da vantagem alcançada pelo presidente reeleito, pode comprometer a atuação futura do partido e ampliar o desgaste de suas principais lideranças.
Valdemar Costa Neto não pretende repetir episódio de 2022
Um dos principais pontos de resistência à estratégia de Flávio Bolsonaro está relacionado à posição do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. Aliados próximos do dirigente afirmam que ele não pretende apoiar uma nova iniciativa destinada a contestar judicialmente o resultado das eleições presidenciais.
A avaliação leva em consideração as consequências enfrentadas pela legenda após o segundo turno de 2022, quando Jair Bolsonaro foi derrotado por Lula. Na ocasião, Valdemar atendeu aos apelos do então presidente e o PL apresentou ao TSE um pedido para invalidar parte dos votos registrados nas urnas eletrônicas.
A iniciativa terminou com a aplicação de uma multa superior a R$ 20 milhões ao partido. Valdemar também passou a ser investigado no âmbito das apurações relacionadas à tentativa de golpe de Estado.
A experiência anterior passou a ser utilizada como argumento por dirigentes contrários à estratégia anunciada pelo senador. O entendimento desta ala é que uma nova ofensiva contra o resultado das urnas poderia expor a legenda a riscos políticos e jurídicos semelhantes aos enfrentados quatro anos antes.
Diferença de 4,4 milhões de votos pesa contra contestação
A margem de votos obtida por Lula é outro elemento central nas conversas internas do PL. Segundo a reportagem, lideranças partidárias consideram que a vantagem de 4,4 milhões de votos sobre Flávio Bolsonaro enfraquece a possibilidade de sustentar uma contestação capaz de alterar o resultado da disputa.
O impasse está relacionado à decisão de ampliar o horário de votação, episódio utilizado pelo senador como justificativa para questionar a eleição. Antes de seu pronunciamento, aliados sugeriram que ele separasse a discussão sobre eventuais irregularidades do reconhecimento da vitória de Lula.
Essa alternativa permitiria ao candidato defender esclarecimentos sobre a condução do processo eleitoral sem necessariamente colocar em dúvida todo o resultado. Flávio, porém, decidiu adotar uma posição mais dura, anunciando que buscaria a anulação do pleito.
Desde a manhã desta segunda-feira, contudo, dirigentes e apoiadores vêm tentando fazê-lo reconsiderar a decisão. A articulação busca impedir que a contestação se transforme em uma posição institucional do PL, sobretudo diante da resistência atribuída a Valdemar Costa Neto.
Foto reproduzida da Internet
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