O blog cria um novo espaço pra relembrar causos e editoriais, clique aqui para acessar o e-book.
Arquivos
Links Rápidos
Categorias
E-book
O blog cria um novo espaço pra relembrar causos e editoriais, clique aqui para acessar o e-book.
Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
“Brigar” com jornalista não é um bom caminho
Dois editoriais me chamaram a atenção hoje: O do colega Diógenes Dantas, na emissora de rádio 96 FM e transcrito no portal Nominuto.com, e o do também jornalista Cassiano Arruda, que assina a coluna Roda Viva no Novo Jornal. Ambos jornalistas e empresários, ou seja, donos de seus próprios veículos, no caso o Nominuto.com e o Novo Jornal, respectivamente. Os dois jornalistas tratam de assuntos diferentes, mas enfocam o tratamento que seus veículos estão recebendo com relação a cobertura dos fatos políticos, sobretudo, no que diz respeito as eleições no Rio Grande do Norte.
Diógenes se refere a coligação governista “Vitória do Povo”, que exigiu direito de resposta na 96 FM, após os senadores José Agripino Maia (DEM) e Rosalba Ciarlini (DEM), esta candidata a sucessão estadual, terem feito críticas a administração de Wilma quando governadora. A socialista, que é candidata ao Senado já havia participado do programa também dando entrevista. Sob o título “Os dois lados da notícia”, em seu editorial, o jornalista diz que:
– Eu respeito o contraditório. Eu assumi o compromisso de ouvir os dois lados da notícia. E assim eu vou continuar agindo no exercício da minha profissão. Quem só gosta de elogio, quem é afeito apenas ao puxa-saquismo, quem só lembra do direito de resposta quando lhe é conveniente, quem esquece da postura digna que tenho tido no exercício da minha profissão e nos programas que apresento, me desculpe. Mas eu vou continuar respeitando o contraditório e buscando ouvir os dois lados da notícia. Este é meu compromisso com você, ouvinte do Jornal 96. Este é meu compromisso com os meus leitores, internautas e telespectadores do Nominuto.com. Repito: eu respeito o contraditório.
Já Cassiano Arruda, em editorial com o título “A gravata de Gersino (II)”, dá continuidade a um outro editorial editado ontem em seu jornal. Cassiano responde as declarações do secretário estadual de Trabalho, Habitação e da Ação Social, Gersino Saraiva, que disse que “ao Novo Jornal nós não daremos qualquer informação porque esse é um veículo tendencioso e de interesses políticos. É uma ordem minha. E peço para que diga isso ao dono do jornal. Cassiano Arruda, de quem eu conheço muito bem o estilo mal intencionado”.
Cassiano responde dizendo que “quem estava desacostumado com a imprensa livre pode não ter tomado as devidas cautelas na montagem de atos capazes de misturar o governamental com o editorial; o público com o privado. Como pode ter ocorrido no Hotel Monza”, numa referência a reunião com artesãos onde estavam presentes o governador Iberê Ferreira de Souza (PSB), candidato a reeleição, e a ex-governadora Wilma de Faria (PSB) e o petista Hugo Manso, ambos candidatos ao Senado, com a presença do secretário Gersino Saraiva.
Ainda na semana passada o colega Ailton Medeiros, que mantêm um blog, foi chamado à Justiça por ter colocado em seu site que o senador José Bezerra Júnior (DEM), o Ximbica, era “jagunço”. Bezerra é suplente do senador José Agripino Maia e assumiu a vaga após o titular se lincenciar para fazer campanha à sua reeleição. Antes mesmo de assumir o cargo de senador, no entanto, Ximbica havia chamado o ministro do Meio Ambiente Carlos Minc de “bicha e maconheiro”. Ele [Ximbica] pode, Ailton não! Isso é só para ilustrar o texto.
Mas, quando digo que “brigar” com jornalista não é um bom negócio, me refiro ao fato de que, quer queira quer não, a informação hoje ela é virtual. O que ocorre em questão de minutos já está na internet percorrendo o mundo. Os fatos não mentem. Querer desqualificar esse ou aquele veículo de comunicação simplesmente porque as notícias não lhe agradam, é um erro. Correto seria aceitar os fatos e justificá-los.
No caso de Diógense Dantas em que Wilma pede direito de resposta no programa de entrevista da 96 FM, ela já havia sido entrevistada. Não se tratava de um debate com direito a réplica, tréplica e o escambal. No caso do Novo Jornal, é um direito do secretário não conceder entrevista ao veículo e determinar que seus funcionários também não o façam, mas daí mandar um recado desaforado ao dono do jornal, isso sem dúvida é um erro.
Não estou aqui dando uma de “advogado do Diabo”, mas apenas colocando a minha opinião sobre determinadas posições adotadas contra a imprensa, mas precisamente contra jornalistas. Sempre digo que o exercício da profissão de jornalista é muito complicado. Se o sujeito faz uma matéria que agrada o entrevistado, é considerado o melhor repórter do mundo com direito a ligações telefônicas elogiando a matéria e coisa e tal. Mas se a reportagem desagrada, é capaz até do repórter receber um processo. Direito de resposta é o mínimo.
Deixe uma resposta