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Baú de um Repórter

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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial, Política

Já dizia Chacrinha: “Eu vim pra confundir, não pra explicar”

A frase que marcou o “Velho Guerreiro”, Chacrinha,  nas décadas de 60 e 70 na televisão brasileira – “Eu vim pra confundir, não pra explicar” – bem poderia ser aplicada ao processo sucessório em Natal. Quando a governadora Wilma de Faria (PSB) diz que em nome da governabilidade não pode abrir mão do PV, mesmo apoiando a candidatura da deputada Fátima Bezerra (PT) à sucessão do prefeito Carlos Eduardo Alves (PSB) , ela está confundindo o eleitor.

A deputada estadual Micarla de Souza, pré-candidata do PV a prefeita de Natal, chegou a pedir o apoio da governadora. No entanto, Wilma preferiu apoiar Fátima Bezerra junto com o senador Garibaldi Alves (PMDB) e o deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB), até bem pouco tempo adversários históricos. Contudo, o marido de Micarla, Miguel Weber, secretário estadual de Esporte e Lazer, continua no cargo. A governadora não o exonerou em nome da governabilidade.

Wilma, como presidente estadual do PSB, quer retirar a indicação do partido para vice na chapa majoritária da aliança tríplice – PT, PSB e PMDB – para entregar ao presidente da Assembléia Legislativa, deputado Robinson Faria (PMN), que deverá indicar o ex-deputado Paulinho Freire para compor a chapa. Tudo em nome da governabilidade. 

Não vai demorar muito, se o PSDB resolver lançar candidatura própria à sucessão municipal- a do ex-senador Geraldo Melo – é bem capaz da governadora Wilma de Faria, em nome da governabilidade, oferecer à presidência da Câmara Municipal a um tucano que resolva concorrer a uma carreira no Legislativo Municipal. Tudo, claro, em nome da governabilidade.   Nesse caso não seria melhor fazer logo uma eleição cartorial em nome da governabilidade?

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