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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial, Política

Eleições municipais: O direito de escolher

O direito de escolher o prefeito que vai administrar Natal, capital do Rio Grande do Norte, nos próximos quatro anos, está sendo tolhido ao eleitor. Não quero aqui discutir os méritos da deputada federal Fátima Bezerra (PT), da deputada estadual Micarla de Souza (PV), e até mesmo do deputado federal Rogério Marinho (PSB), que até mesmo contra tudo e contra todos resiste em manter a sua pré-candidatua à sucessão municipal. Cito os três que são os mais conhecidos do eleitor, embora existam outras pré-candidaturas já postas por partidos menores, mas que, na verdade, vão fazer apenas números.

O fato é que à sociedade vem rejeitando o acordo feito entre a governadora Wilma de Faria (PSB), o prefeito Carlos Eduardo Alves (PSB), o senador Garibaldi Alves (PMDB) e o deputado federal, Henrique Eduardo Alves (PMDB), feito em Brasília, para unir os três partidos da base de sustentação do governo Lula. Ou seja: PT, PSB e PMDB, com a cabeça de chapa cabendo aos petistas.

Nas esquinas, bares e restaurantes de Natal o assunto “acordo” ainda rende. O eleitor, principalmente aqueles mais esclarecidos que acompanha o noticiário político, rejeita a forma como foi feita a aliança. A democracia permite a pluralidade de partidos políticos exatamente para que se tenha opções de escolha. Cabe ao eleitor escolher a sua opção.

Na hora em que se tem uma gama de partidos políticos e que uma eleição se resume praticamente a três candidatos – no caso Fátima Bezerra, Micarla de Souza e Rogério Marinho – , o eleitor está sendo tolhido no seu direito de escolha. Ensaia-se outras candidaturas como a do ex-senador Geraldo Melo (PSDB) e a do deputado estadual Álvaro Dias (PDT), mas que dificilmente serão viabilizadas.

A quem cabe decidir o que é melhor para a sua cidade, o seu estado ou o seu país é o eleitor. A quem cabe decidir por uma candidatura própria do partido são as bases partidárias. Portanto, quem sabe o que é melhor para a sua cidade, o seu estado ou o seu país, é o eleitor-cidadão, que paga os seus impostos. E quem sabe o que é melhor para o seu partido são as pessoas que formam a sua base partidária.

É certo que os pré-candidatos que estão postos aí para a disputa eleitoral, são todos preparados, certamente. Mas é certo também que até agora só se falou em nomes. Não se sabe até agora o que estes candidatos têm a apresentar para Natal para resolver seus problemas e como resolvê-los. É preciso se falar em programa de governo, do contrário o eleitor vai votar em nomes, e não numa proposta partidária para administrar a capital do Rio Grande do Norte.

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